Capítulo Vinte e Três - Zoey
Passei um tempo com minha sogra o que foi muito bom. Ela é gentil e gentil. E já sei que o lado suave da personalidade de Cyrus não é exatamente um milagre dos tempos de estudante Shadow. Ele não percebeu, mas eu vejo claramente. A influência de Rosely é ensurdecedora.
Tomamos café com a Rosely, logo cedo de manhã, no seu jardim de rosas, com toda pompa e vitagiedade, até eu e Cyrus sermos convidados ao palácio real pelo famosíssimo e irritante, segundo príncipe Ethan. Fui de má vontade, querendo cuspir fogo nele.
Pegamos o trem voador,o que fez a viagem valer a pena por si só. A cidade parecia muito viva. Vi crianças indo para a escola, todas uniformizadas e bonitinhas.
O palácio é mais clássico do que eu esperava, em um estilo gótico e branco. Há altas arcadas, torres, gárgulas e belos vitrais. As colunas eram decoradas com heras e flores de mármore e ouro. Parecia mais um palácio elfo do que a distinta residência de um imperador da Era Sadic, que é o projetor de uma metrópole flutuante.
O palácio tinha muitos prédios e um imenso jardim que os interligam. No centro do jardim há uma fonte gigantesca. Eram dez mulheres em pé, com as mãos estendidas para o céu e outras vinte sentadas, distribuídas em dois andares. Cada estátua era diferente uma da outra. Cabelo, formato do rosto, do nariz, da boca, altura e peso. A única coisa que tinham em comum era as roupas, um vestido leve e coroas de higanbanas e as posições. É bonito, mas de certo modo muito triste.
-É uma homenagem as esposas e namoradas que a Sua Magestade teve. As vinte mulheres sentadas são as namoradas e as dez em pé são as esposas.
Explica Cyrus, inclinando-se um pouco em minha direção. Minhas sobrancelhas levantam e comento surpresa:
-Vinte namoradas... Não sabia que Aspen era desse tipo.
-Acho que não é tão surpreendente.
-Por que?
-Com tantos anos pelas costas, deve ter sentido solidão. De qualquer forma, é uma homenagem aos seus amores interrompidos. Ele queria eternidade a elas também.
-Interrompido?
-Morreram. Acidentes, assassinatos, doenças... De muitas maneiras misteriosas. Não é a toa que enlouqueceu.
-Nenhum término normal?
-Nenhum.
-Isso é bem triste.
Comento apertando a mão de Cyrus. Ele me dá um beijo na testa, como se tivesse percebido meu desconforto e continuamos nosso caminho pelo jardim até um conjunto de palacetes. Hazazel Alaryk tem essa infâmia das trintas mulheres, mas depois de conhecer o Hazazel original, imagino que tem mais das mãos dele, tanto nessas mortes misteriosas, quanto na propagação dos rumores.
Passamos por muitos guardas até a área privada do palácio, mas nenhum nós parou. Paramos em frente a um palacete no pátio interno.
-Aqui é a casa de Ethan.
-Hmm. E você pode trazer pessoas para cá?
-Normalmente sim, sou eu que guia as visitas enquanto o segundo Shadow cuida dele.
-O Ethan não gosta de mim.
Constato espremendo os olhos. Cyrus responde com um sorrisinho enquanto abre a porta:
-Nem você dele.
-Ele ficou enrolando a Emma.
Justifico serenamente. Era a verdade. Falando francamente, acho que o principezinho só vai tomar vergonha na cara quando Emma arranjar outro macho para ela. Cyrus continua, enquanto segura a porta para mim:
-De qualquer maneira, não é o Ethan que quer te ver, é o Imperador.
-Já chegou?
-Sim. Anteontem, á noite. Acorda cedo o homem e acorda todo mundo com ele.
-Típico do Aspen. Não tenho tempo a perder, ele bradava.
-Exatamente! E não o fique chamando pelo nome terciário. Chame de Sua Majestade ou Sua Alteza.
-Affs. Chamo a tia Bev de tia Bev.
-Ela é sua tia.
-Verdade.
-Uma casa bonita.
Comento, olhando os quadros na parede e a arrumação dos móveis, eles eram mais modernos do que clássicos. Assim como a cor das paredes. Por alguns momentos esqueci que estava em um palacete com gárgulas e colunas clássicas. Entrego meu casaco para o Cyrus, que o entrega para o mordomo.
-Ele a mal usufrui.
-Então o Ethan trabalha.
Comento olhando o dito cujo. Pareceu ofendido e retruca:
-Ora, ora, é claro.
-Achei que era só um príncipe desocupado.
Digo sinceramente. Achei mesmo que ele era um desocupado. Sento a mesa com Cyrus ao meu lado. Com as sobrancelhas franzidas, Ethan informa:
-Emma voltou comigo.
-Terminou com a princesa sei lá quem?
-Não oficialmente!
-Hummm. Escória!
-Em breve, essas coisas devem ser feitas cara a cara.
-Hurummm.
Dou um olhar de desprezo para o Ethan. Aspen chega e todos na mesa levantam para cumprimentá-lo. Minha cara de desprezo continua firme e forte. Agora que estou calma e segura, comecei a ficar com raiva de Alaryk. Salafrário sem vergonha.
-Vossa Majestade.
Cumprimentamos o imperador e depois fico quieta como um túmulo. O apetite de Aspen continua o mesmo, se não muito maior. Com ele chegou uma mulher negra, com aparentes vinte anos, cabelos brancos como neve e olhos cinza.
Aspen entende meu mau humor, por que me questiona:
-Está de mau humor, o que aconteceu?
-Pai essa não é sua nova esposa não né?
Pergunta a mulher do lado dele. Acho que olho para o Aspen com os olhos arregalados de tanta surpresa. Uma filha? Oi?! Filha?! Alaryk responde:
-Não, Arya é pior. É uma amiga.
-Tem uma filha?!
Pergunto, não perguntando, em uma indignação que não me pertence.
-Inconveniente, às vezes.
-Isso é maneira de falar de sua amiga de infância? Atual.
Reclamo, sem deixar de alfinetar. Alaryk pisca e responde:
-Está brava também.
-Imagine.
-Eu não sabia. Só lembrei depois que virei um Alto Humano de novo. Acho que é algum tipo de proteção para evitar traumas. E um cérebro humano não aguentaria a quantidade de informações de um cérebro sadic. Pelo menos não um com centenas de anos como o meu.
-Faz sentido.
Concedo, quase rápido de mais. Fazia sentido, mas ele poderia ter se revelado antes. Arya sofreu e eu sofri com a morte do Aspen. Acho que nossa raiva é justificada, apesar de ter uma alegria espreitando em algum canto dessa raiva. Aspen estava vivo, mas fingiu que era outra pessoa por um bom tempo, nos enganando.
-E não me lembrar que já fui um pássaro também é ótimo.
-Tem lembranças disso?
-Não, já as perdi, e não as quero de volta.
-O grande Aspen com um cérebro de pássaro.
Digo, dando risadas e bebendo um pouco de chá. Alaryk revira os olhos, mas sorri também:
-Rir, por que não foi você.
-Claro. De qualquer modo o que queria falar comigo?
-Sobre o casamento.
-Ahhhh.
Fico surpresa, não imaginava que ele cuidaria dos detalhes do meu casamento pessoalmente.
-Sim, há questões que os noivos devem resolve, seu vestido é um dele. Pedi ajuda a Sophie para arranjar uma seleção de vestidos adequados para você.
-Ela é mais alta do que eu.
Constato a verdade. Sophie é realmente bem alta. Deve ser uma das poucas coisas que puxou do Alaryk. E talvez um trejeito aqui e ali. Os dela eram mais graciosos.
-Ajustes ainda podem ser feitos. E a maioria dos meus vestidos vermelhos é de alguns anos atrás.
-Guarda seus vestidos velhos?
-Ou os dou para caridade.
-No dia do casamento, depois que você se arrumar, vamos para o acampamento Argent.
-Faz tempo que não vejo o tio.
Comenta Sophie, tomando um gole de chá.
-Soube que casou.
-Sim, parece com ela. Branca como neve nova. Na verdade, já tem até cinco filhos. Tiveram gêmeas há quinze anos e mais dois meninos nos últimos dez anos. O mais novo acabou de nascer.
-Que bom!
-Sim, não consegui visitá-los ainda. Sabe muito ocupada com as obrigações reais. Se eu soltasse o império por alguns instantes na mão de Ethan, Deus que me livre e guarde, mas é trabalho dobrado.
-Então seu trabalho é dá trabalho.
Alfineto imediatamente, atacando como um chacal. Depois que o Ethan resolver seu relacionamento com a princesa não sei quem eu penso se o perdôo.
-Sophie.
-Desculpa maninho. Toma um doce.
Ethan recebe uma tortinha e come. Alaryk pergunta levantando as sobrancelhas:
-Você não mima de mais ele?
-Não! Ele é agradável, diferente do outro.
-Inclusive, cadê ele?
-Fugiu.
-Ingratidão tem nome.
-De qualquer modo, que bom que foi antes de vocês chegarem. Assim os planos continuam em segredo.
A frieza de Alaryk para a fuga do outro príncipe é como uma nevasca encarnada. Ele continua a falar, como se não tivesse nem um pouco chateado com a traição:
-Como querem casar amanhã, então é melhor começamos a preparação.
-Será ao por do sol como manda a tradição. Ethan é o padrinho do noivo, serei sua madrinha, e meu pai será o representante da sua família.
-Ele não pode ser o meu padrinho?
-Não! A madrinha e o padrinho cuidam dos detalhes da cerimônia, dos noivos e coisas do tipo. Isso inclui te arrumar. Você quer ser arrumada pelo meu pai? No dia do seu casamento?
-Não!
-Pois...
-Eu tenho bom gosto.
-Isso é indiscutível, Majestade, mas você faz parte do grupo que não consegui diferenciar rímel de base.
Retruca um moço que estava atrás de Alaryk. Um Shadow. Um ótimo Shadow por que era imperceptível até querer ser perceptível. Era alto, ruivo, barbudo e por algum motivo me lembrava um vulcão adormecido. Quem não sabe que é um vulcão, pensa que é só uma montanha.
-Eu sei sim.
-E base de corretivo. Por que essa cara precisa.
-Estou tão horrível assim?
Pergunto horrorizada. Eu não dormi direito por um longo tempo. Cyrus segura minha mão e tenta tranquilizar-me:
-Eu casava com você vestida de saco de batata, imagina se umas manchas embaixo dos olhos me impediriam.
-Sabemos na prática o que andar com o Alef acarreta.
Comenta Alaryk me deixando mais nervosa ainda.
-Vai me dizer que não casaria com a Arya vestida de saco de batata.
-Claro que sim! Com saco de lixo até.
-Essa Arya é tão bonita assim?
Pergunta Sophie, olhando surpresa para o pai. Eu também fiquei um pouco surpresa. Arya realmente é muito linda, mas alguma coisa na entonação de voz do Alaryk me surpreendeu. Respondo a Sophie:
-Lindíssima.
-Você é mais linda.
-Você não quer discutir comigo sobre isso, né?
Indaga Alaryk muito enfático.
-Discordo! Minha irmã é bonitinha, a Zoey é mais ou menos, mas linda mesmo é a Emma.
-Que tal para de enrolar ela já que Emma é tão linda assim, em?
Interrogo também muito enfática. Ora, se for para ser chamada de mais ou menos, que seja por alguém dentro de um relacionamento sério, não por um enrolador de carteirinha.
-Are, are...
Sophie comenta e constata logo em seguida, com uma óbvio razão:
-É óbvio que o mais bonito em Onyx é o Alef.
-Ele é casado.
Diz o Shadow de Alaryk como se esse fosse o único problema de Alef.
-Ele é louco.
Retruca Cyrus, muito sensato, muito obrigado.
-É meu sogro.
Resmunga Ethan e eu complemento;
-É meu tio.
-É teu tio.
Completa Alaryk. Tio Alef é bonito, muito bonito, é realmente o homem mais lindo que já ouvi falar, mas não é um bom partido. Exceto para Beverly que tem poderes curativos e pode manter as crises sobre controle.
-Vocês estão discutindo quem é o mais bonito, não quem pegariam. Você venha. Quem deve ser mais bonita amanhã é sua pessoinha.
Diz Sophie em tom de última palavra, com muita razão novamente, me tirando da sala.
-Sempre foi muito linda.
Grita Cyrus depois que eu saio. Minha cara fica vermelha, eu confesso. As sobrancelhas de Sophie ficam franzidas e ela comenta:
-Nunca imaginei na minha vida que teria que lidar com Cyrus apaixonado. Acabei de perceber que não quero lidar com isso novamente.
-Ele é fofo.
-É?
-Sim.
-Conte-me sobre a Arya.
Pede segurando meu braço e sorrindo. Um poço de elegância e beleza, realmente.
-Ela é legal.
-Legal?
-Sim, legal.
-A única coisa que vou saber sobre minha nova madrasta é que ela é linda e legal. E mais nova que eu!
-E que não está preparada para ser madrasta de ninguém. Aspen faz cada presepada, pelo amor de Deus! Imagine, nem conversou direito com a Arya.
-Meu pai faz umas atrapalhadas de vez em quando.
Concorda Sophie, balançando a cabeça, nem um pouco animada.
-Você que cuidou de Great na ausência dele.
-Sim, envelheci duzentos anos em vinte e sete. Lidar com velhos rabugentos, população, impostos e governar são tão trabalhosos. Fiz um bom trabalho e os IA ajudaram bastante.
-Oho! Inteligência artificial?!
-Sim. São tão úteis! É mais fácil do que lidar com gente. Digo faça isso e só fazem. Previsões, cálculos, ajustes, tudo o um for preciso. E não custam mão de obras do que ter ministérios e secretarias. A única questão é quando são rackeados ou começam a acessar livros de ficção científica e nos assustar com ameaças de dominação. Mari tem essa mania em particular.
-Jura?
-Os IA daqui foram programados com personalidade. O pai inventa cada coisa.
Suspira balançando a cabeça, como alguém que já desistiu das atrapalhadas de Alaryk.
-Interessante.
-Está gostando de Master?
-Sim, mas dragões são ainda melhores.
-Já os viu?
-Já montei em um.
-É meu só sonho voar em um dragão.
-Era o meu também!
Exclamo muito animada e, claro, ofereço meus serviços:
-Se você quiser posso falar com minha tia.
-Eu quero!
Sophie me levou para o palacete dela. Todo o palácio é dividido em palacetes, exceto a área pública, onde funcionam os ministérios e instituições. Para preservar a privacidade, Ethan, Alaryk, Sophie e outros membros da família real têm seus próprios palacetes.
A verdade é que eu posso acessar essa área por ser sobrinha de Beverly Blood, até ministros e pessoas do tipo raramente tem permissão para passear por essas áreas. As únicas almas vivas que vi foram os seguranças e alguns servos mais pessoais.
O closet de Sophie era do tamanho de uma casa. Francamente, era tanta roupa que se eu me perdesse, achariam meus ossos, então fiquei perto da Sophie, não tirando os olhos dela por nenhum segundo.
-Seu busto é menor que o meu então teremos que mandar ajustar o vestido nessa região também.
Diz, enquanto sentava em uma poltrona na área de descanso do closet. Tinham duas garotas segurando muitos vestidos vermelhos nos braços. Sophie pergunta:
-Tem algum que gosta?
-Do terceiro.
-É bem simples.
-Já é vermelho, o contraste com minha pele vai ser algo de outro mundo.
Resmungo. Vermelho com branco é bonito, mas falando francamente eu acho que roupas vermelhas não ficam bem em mim. Por isso quero o vestido mais simples possível.
Visto o vestido e vou para onde Sophie está para ela dar sua opinião. Assim que me vê ela comenta:
-Ficou linda.
Olho para o espelho e aquele vestido me deixava desconfortável. Na verdade, não era o vestido. Eu estava desconfortável. Sou uma confusão de felicidade com desconforto. E realmente eu vou precisar de um ótimo corretivo, por que eu estava com umas olheiras muito feias.
-Ora, eu estou realmente com umas olheiras feias.
-Não dormiu direito?
-Estou ansiosa. E tenho medo. É uma nova etapa da minha vida e vou começar longe de todos que conheço. Amo o Cyrus, mas sinto que está tudo indo rápido de mais. Ao mesmo tempo em que tenho a impressão de que estou sendo obrigada a me casar com ele. E se eu me arrepender? E se ele se arrepender?
-Acho que você não teve tempo o suficiente para pensar na ideia... Ou não teve a possibilidade. Peça um tempo para o Cyrus para se acostumar com a ideia ou talvez repensar sobre. Você ainda tem um tempinho.
-E se ele não me der?
-Volte para Onyx.
Sophie respondeu imediatamente e muito firme.
-Hummm.
-Escolha o vestido, é melhor preparar tudo do que correr o risco de não ter nada, incluindo tempo quando decidir.
-Parece que sabe a resposta.
Sussurro, decidindo que esse vestido é de um vermelho aberto de mais para mim. Sophie rir e responde:
-Eu ainda posso me surpreender.
-Quando anos tem mesmo?
-Que indiscrição! São quase quatro décadas.
Disse muito orgulhosa. Quatro décadas para um Alto Humano não é muito tempo, principalmente comparado aqueles que têm três ou quatro séculos nas costas. Suspiro enquanto escolho um dos vestidos. Eram todos vermelhos, mudando apenas o tom. Acabo escolhendo um com mangas longas em um estilo medieval e de veludo. Era muito simples, mas vermelho sempre contrasta muito com minha pele, então acho que quanto mais simples melhor.
As servas de Sophie me vestem. Ser vestida é muito esquisito, nós, os Blood, não têm esse costume.
Dei uma olhada no espelho e tenho a impressão de que o vestido estava me vestindo e não o contrário. Eu parecia mais sem cor do que o normal. A criada que me ajudou estava um pouco corada. Pisco. Talvez eu que não esteja no clima. Volto até o salão e vejo meus pais sentados no sofá da nossa casa. Essa é boa agora estou tendo alucinações. Minha mãe arregala os olhos, animada.
-Ela acha que somos alucinações.
Resmunga meu pai com uma cara de mau gosto que só. Minha mãe esclarece indignada:
-Claro que não, é uma chamada de vídeo.
-Jura? Ah! Meu Deus que bom! Oi pai, oi mãe, como sinto falta de vocês.
-Foram só dois dias, querida. Não perderia sua prova para o vestido de noiva.
-Tsk.
-Desculpa pai, o senhor deve estar decepcionado comigo.
-Não estou decepcionado. Só chateado, bravo, incrédulo... Não acredito que você vai casar com um Owl. Tanto homem no mundo e logo um filho de Derek.
Reclama ainda de mau humor.
-É surpreendente! Eu não tenho problemas com ele.
-É um Owl!
-Não é porque o pai dele é um demônio de seis chifres que significa que ele é também.
-E a Rosely é muito maravilhosa!
Concordo com minha mãe. Ela é realmente meu anjo.
-Inocente que ele não é!
-Você também não e eu não fico aqui fazendo birra. Antes ter terminado em casamento a morte.
Insiste minha mãe. Meu pai abre a boca, mas antes mesmo de formular alguma frase, minha mãe o corta:
-Não ouse...
-Vocês não estão aqui para ver a Zoey escolher o vestido?
Interrompe Sophie, percebendo que iam começar a discutir sobre isso.
-É verdade! Não vou perder minha filha vestida de noiva, já basta ter que perder a cerimônia.
-Não é esse!
Diz meu pai enfaticamente e por algum milagre, minha mãe concorda:
-Verdade, é muito adulto.
Passei algumas horas experimentando vestidos. Meus pais foram ridiculamente exigentes. E a maioria dos vestidos eu não me sentia confortável. Até acharmos um com folhas bordadas, mangas transparentes e uma capa discreta me agradar. Ainda era vermelho, mas eu senti que era aquele. Minha mãe deu umas fungadas.
-Não acredito que ela já cresceu tanto.
-Mamãe.
-Zoey voltará não se aflija tanto!
Consola a meu pai abraçando-a e dando um lenço para que ela assuar o nariz.
-Sim, vou tomar todos os cuidados. Passar protetor solar, usar óculos de sol, comer verduras e sei meio mundo de golpes de autodefesa!
Continuo, para tranquiliza-lá. Meu pai olha para mim e por algum motivo, ou por que conseguiu detectar minha insegurança ou por não gostar do Cyrus, ele me diz:
-Zoey, se não aguentar, você pode voltar. Você tem pais. Tem uma casa te esperando, se as coisas não derem certo, se for tão difícil que não consiga suportar, se ele levantar a mão contra você se houver qualquer tentativa de diminuição, não hesite, volte.
-Estou com medo.
Confesso baixinho, para mim e para os meus pais. Minha mãe rir e me tranquiliza:
-Eu também estaria. E tenho dez vezes sua idade.
- Conversem, seja paciente, não espere que ele seja sempre cavalheiro na sua frente, sexo não é moeda, nem sempre ele estará de bom humor, respeitem o espaço um do outro, mas não muito, para não achar que você está fria ou algo assim, conversem sobre sexo, na verdade conversem sobre tudo, vocês dividem uma vida, mas saiba que nem sempre ele vai querer conversar, assim como você nem sempre quer conversar, não faça joguinhos, seja direta e objetiva, coisas assim. Vai ser difícil. Casamentos não são fáceis. Principalmente na circunstância em que estão.
Aconselha meu pai, fazendo meus olhos embaçarem. De certo modo só o fato do meu pai está apoiando nessa nova fase da minha vida me deixa um pouco mais tranquila. É um peso a menos. Sinto que estou até mais leve. Minha mãe continua:
-Cuidem-se, não querem um bebê enquanto fogem. E deixamos dinheiro o suficiente com Alaryk caso queira voltar, com Cyrus ou não.
-Alaryk e Beverly prepararam algumas coisas, mas vocês ainda têm que está pronto para emergências.
Diz Dexter, sendo completado por Angel:
-Quase esquecia!Se o Hazazel falou alguma coisa para você, não guarde no coração. Ele é muito bom em transformar medos em realidade, mas apenas se permitir isso moldar sua vida.
- Tipo paradoxo de viagem no tempo, quando o personagem tenta evitar uma situação a todo custo e no final acaba causando o que quer evitar.
Explica Sophie complementando as informações que meus pais passaram. Concordo fugando:
-Ouvi.
-Temos que ir, meu amor.
Despede-se minha mãe, com um sorriso gentil.
-Sim.
-Cuidado.
Diz meu pai, muito seriamente.
-Terei.
Quero chorar novamente. Na verdade já estou chorando. Minha visão está toda embaçada e meu nariz não para de escorrer. Não sou nem um pouco graciosa chorando.
-Sua mãe e seu pai te amam muito.
-Eu também os amo.
A imagem dos meus pais desaparece lentamente. Fungo e limpo minhas lágrimas.
Depois de escolher o vestido, Alaryk me chama para o canto e me dar o número e senha de uma conta no banco internacional. Voltamos para a casa da mãe de Cyrus já de noite. Meus olhos estavam vermelhos e inchados por causa do choro.
-Como foi sua tarde?
-Boa.
Respondo rapidamente. Cyrus levanta uma sobrancelha, encarando meu rosto pós choro.
-Eu vi meus pais, eles me ajudaram a escolher o vestido. Chorei um pouco.
-Seu pai também estava?
-Sim.
-Ele estava muito bravo?
-Mal humorado.
-Só mal humorado?
Questiona desconfiado. A inimizade entre ele e meu pai é recíproca.
-Sim. E sua tarde? Como foi?
-Eu montei a estrutura em que vamos casar. Acho que foi porque eu a fiz, mas ficou bem charmosa.
Responde super animado. Ele parecia tão seguro e feliz. Isso caiu sobre minhas inseguranças como pólvora.
-Cyrus, acho que deveríamos conversar.

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