É clichê, mas necessário (ou não):

Nada se cria tudo se recicla... Incluindo a frase que deixa isso claro. Clichê é tudo aquilo que é tão repetido, tão comum, que é completamente previsível. Pode ser também uma placa de metal, mas isso não vem ao caso. Quem nunca deu de cara com um livro ou filme que é absolutamente cheio de clichês? Bem, é o que mais tem na literatura e no cinema hoje em dia. Hoje, vou listar quatro clichês literários muito usados hoje em dia, até por mim mesma nos meus livros:     

 1. O trio da discórdia: Dois rapazes maravilhosos competem pelo amor de uma mocinha confusa (o triangulo amoroso feijão com arroz) é um clichê capaz de mover uma historia não só por um livro, mas por vários, como é o caso da amada e odiada Saga Crepúsculo, de Stephenie Meyer, com o famoso trio Bella, Edward e Jacob. Em outras historia, como a Trilogia Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, apesar do triangulo amoroso não ser o foco principal da historia, onde Katniss, que teve de fingir um romance com o Peeta, quando era apaixonada pelo Gael, mas acabou por se apaixonar pelo Peeta lá pelo segundo livro. Há outros triângulos amorosos em The Vampire Diaries, de L. J. Smith, A Hospedeira, da mesma autora de Crepúsculo, A seleção, de Kiera Cass, e muitos outros livros.  

Peeta, Katniss e Gale,  Em Chamas (2013). Reprodução
  
 2. Romeu e Julieta e suas muitas encarnações: Romeu e Julieta são os grandes símbolos do amor impossível. E parece que eles vivem reencarnando em muitos e muitos livros, a sorte é que nem em todos eles morrem. Amor impossível é um dos maiores clichês literários. A quantidade de historias que mostram um casal lutando para ficarem juntos contra vários obstáculos, como por exemplo: a família, a cultura, suas situações econômicas, traumas do passado, eles mesmo, ou até contra condições biológicas, é imensa. Em Métrica, de Colleen Hoover, e Sr. Daniels, de Brittainy C. Cherry, os mocinhos protagonizam um romance proibido por conta de serem professor e aluna, já em Fallen, de Lauren Kate, os protagonistas não podem ficar juntos por conta de uma maldição que impede o casal até de se tocar e durante a série outros problemas vão surgindo, em Perdida, de Carina Rissi, o próprio tempo é o grande obstáculo. 

Romeu e Julieta, do filme com o mesmo nome do ano de 2013. Reprodução
 3. A morte é cega, surda e muda: Se eu tivesse que escolher para ser um personagem em um livro, eu seria o protagonista, aquela pessoa que vai ao tártaro e volta para contar a historia. O protagonista normalmente vem com o super poder de enganar a morte, principalmente em livros de fantasia e aventura, e pouquíssimos livros, como um conhecido livro de um de tal Sr. R.R Martin (vai que alguém não saiba!) eles não conseguem driblar a danada. Já em livros como a Serie Percy Jackson e os Olimpianos e Os Heróis do Olimpio, ambos de Rick Riordan, em que os personagens principais chegam perto da morte tantas vezes que você perde a conta.

Novas capas de Percy Jackson (depende de que ano você está lendo isso). Reprodução
4. Eu te odeio de verdade! Só que é mentira: Aquela famosa historia do casal que se odeia até descobrir que se ama em algum momento de dificuldade é um senhor clichê. As pessoas até torcem para eles ficarem juntos. E eles ficam juntos no final. Em alguns casos é o casal principal, em outro é o secundário que rouba todos os holofotes, a verdade é que existem tantos casais com falsos sentimentos de eu não gosto de você, mas é tudo mentira, por que gostamos. Não faz sentido, mas é nosso lado barraqueiro se manifestando. E por que romances muito melosos é um pouco... Chato! Pode ser melosos, mas nada como uma briguinha de vez em quando, uma alfinetada aqui, outra ali, para movimentar as relações nos livros. Em Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, Elizabeth não assume que gosta do Mr. Darcy o que nos rende diálogos inteligentes e em Bound by Hatred, de Cora Reilly, Ginna e Matteo brigam tanto quanto transam se não mais, e no Segredo de Colin Bridgerton, de Julia Quinn, há muito babado, briga e confusão, entre Penélope e Colin e também em Hush Hush, de Becca Fitzpatrick, onde Nora e Patch brigam mais do que tudo.

Mr.Darcy e Elizabeth Bennet, Orgulho e Preconceito (2005). Reprodução
5. Só quero te proteger... E fazer sofrer: Ah! Famosa historia do vou embora para te proteger é a mais irritante possível. Sempre me deixa na duvida! Você não podia ficar por perto, seu imbecil? Caramba! É proteção via Wifi? Obviamente que isso não vai funcionar! Mas, insistimos que funcionaria! E é absolutamente chato, por que se você quer estragar um personagem, transformá-lo em um completo idiota, faça, é melhor do que usar a desculpa mais boba do mundo: Vou partir seu coração para te proteger. Ainda mais por que o personagem de coração partido não está nem aí para isso, a não ser que seja a Bella de Crepúsculo em Lua Nova, ou no caso de Kelsey e Ren, em A viagem do tigre, de Colleen Houck, em que Ren deu perdeu a memória dela e começou a competir com o irmão pela garota por causa disso. 

Bella e Edward, Saga Crepúsculo. Reprodução

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