Monólogos de Escritora: O escritor jardineiro e seus problemas.


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George.R.R Martim disse uma vez (ou muitas, sei lá): “Eu penso que existem dois tipos de escritores, os arquitetos e os jardineiros. Os arquitetos planejam tudo antes do tempo, como um arquiteto constrói uma casa. Eles sabem quantos aposentos a casa terá, que tipo de telhado terá, onde os fios estarão passando, que tipo de encanamento terá… Eles têm a coisa toda projetada e desenhada antes mesmo de pregarem a primeira tábua. Já os jardineiros cavam um buraco, jogam uma semente e regam. Eles meio que sabem que tipo de semente é; eles sabem se plantaram uma semente de fantasia ou uma semente de mistério ou o que quer que seja. Mas conforme eles regam e a planta cresce, eles não sabem quantos ramos ela terá, eles descobrem isso conforme ela cresce. Eu sou muito mias um jardineiro do que um arquiteto.”


Não que eu me compare ao George.R. R. Martim, eu sou jovem e acabei de começar, mas a metáfora que ele fez dos tipo de escritores é maravilhosa. E eu já sei que tipo de escritora eu sou: A jardineira. Eu começo com uma única ideia e ela vai crescendo e crescendo, e toma proporções inimagináveis e minha mente não para de criar. É neste momento que eu gostaria de ser um pouquinho arquiteta. Quando eu escrevi Irmãs Blood(Delta Primórdios), eu não tinha a menor ideia de onde queria ir, o que queria escrever, e de repente eu estava dando a luz ao mundo sadic e planejando o inicio da família mais poderosa de New Earl. O que é engraçado, já que tudo começou com vampiros e muitos rascunhos... E eu ia escrevendo, perdendo a vontade, começando de novo, até hoje a ideia original não ganhou sua versão definitiva ainda. Eu sou jovem e já escrevi uns cinco livros, mas o livro com a ideia original, necas. Já transformei mocinho em vilão, vilão em mocinho, matei personagens (isso eu tenho que planejar antes), vou ressuscitar-los, e eu não sei como essa historia vai acabar. O que eu sei é que eu amo meu universo e ele não vai largar de mim até eu espremer essa laranja ao máximo. Um dia, talvez, eu seja uma grande escritora, tenho apenas dezesseis anos, não há como saber, e provavelmente eu ainda vou ter problemas para organizar as idéias e manter-las coerentes quando passar para o papel. E dizem que o escritor deve ter um cronograma da historia toda, o que eu nunca conseguiria fazer. Sou desorganizada e minha escrita é completamente intuitiva, por isso algumas reviravoltas podem ser surpreendentes, por que eu não sei que isso vai acontecer até acontecer. O que é muito gostoso e ao mesmo tempo pode ser desesperador, já que a historia começa a caminhar para onde você não quer e no final acabar assim por que você gostou. De qualquer modo, amo escrever, de paixão.  

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