O orfanato de Srta. Peregrine para crianças peculiares, Ransom Riggs

Título: O orfanato de Srta. Peregrine para crianças peculiares
Série: Trilogia O orfanato de Srta. Peregrine para crianças peculiares
Autor (a): Ransom Riggs
Editora: Leya
Páginas: 336
Sinopse: Esta obra, que combina ficção e fotografia, vai transportar o leitor para uma ilha sinistra no País de Gales, assolada pela Segunda Guerra Mundial. E é lá que o jovem Jacob Portman vai descobrir que existem muito mais coisas neste mundo do que ele pode imaginar. Abraham Portman era sua pessoa favorita em todo o mundo. O avô – que já havia lutado em guerras, cruzado oceanos, morado num circo e sobreviveria até mesmo na selva - vivia contando histórias fantásticas de seus tempos de orfanato, naquela ilha maravilhosa onde sempre era verão e ninguém jamais ficava doente ou morria. Jacob adorava ouvir as histórias sobre as crianças - chamadas de peculiares por seu avô - que podiam levitar, ou ficar invisíveis ou ainda eram mais fortes do que um exército. Mas o tempo passou, e Jacob parou de acreditar em contos de fada, até aquele dia. Ao encontrar o avô morto, Jacob mergulha numa busca por explicações de seu passado naquela tal ilha, que hoje era apenas povoada por escombros de um orfanato, o Lar da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares.

Jacob Portman é um garoto no mínimo complexo. Ou complexado. O que preferi, mas ele é exatamente o tipo de herói que não sabe o que tem até ter que abri mão. É resmungão, não tem amigos, seu pai é um cara atrás de auto-afirmação e sua mãe é viciada em luxo e o sustenta. A única pessoa que se salva aí é seu avô, Abe, mas se no inicio do livro ele é um velhinho maluco misterioso com uma morte horrenda e misteriosa, isso acaba sendo desconstruído completamente, com varias teorias sobre quem realmente poderia ter sido o Abraham Portman. Uma coisa é certa, a morte de Abraham é o que move o livro. Jacob viaja para uma ilha sinistra no País de Gales apenas para descobri mais sobre o passado do seu avô e curar-se do seu estresse pós-traumático agudo (algo do tipo) que o faz ter alucinações. E essa ilha é no fim do mundo, por que não tem eletricidade, tem apenas um telefone e é cheio de ovelhas, realmente a resposta de tudo. O livro demora muito para chegar à ilha, e para ele descobri os segredos escondidos ali mais ainda. O que cria uma tensão, por que você imagina que realmente tem algo ali, por que é difícil acreditar que o avô de Jake não estava inventando tais historias sobre os peculiares. E Jake é como um personagem diz: às vezes ele é anda numa linha muito tênue entre ser um rapaz interessante de personalidade forte e um cabeça-dura terrível. Isso nos proporciona a historia, apesar dele mesmo tentar se convencer a deixar essa historia para lá.

O autor descreve muito os cenários e as pessoas em fotos (importantes), tanto que chega a ser cansativos. E o livro tem essas fotos, ou as mais importantes anexados nele, o que é muito legal. É uma boa historia, os personagens são amáveis (não gostei tanto assim de Jake, eu o achei um tanto arrogante, mas tirando isso, ele é Ok), principalmente Emma e Millard, o livro tem um pouco de horror, tem fantasia com toda a absoluta certeza e é surpreendente, tendo umas reviravoltas impressionantes e realmente inesperadas. Ao todo, eu gostei, apesar de sentir que a historia poderia ser menos enrolada. 

Bom!

Comentários

Postagens mais visitadas