Capitulo Dez – Zoey

–Eu dou minha camisa, mas com uma única condição: Você me beija.
Propõe aquele folgado sem a menor noção de perigo. Como estou muito envergonhada por está só de sutiã de rendinha por causa daquele sujeitinho, minha mente demora pacas para processar o que ele disse. Ele me dá a camisa e eu o beijo. Ou nego, e fico de sutiã, sendo encarada por um Cyrus pervertido, que está claramente me desejando. Ou eu mato ele e pego a camisa. Bem mais simples. Se não fosse pelo fato de que matar esse presai recém transformado seria um trabalho longe de simples. E matar as pessoas, mesmo quando elas levam seu amado irmão para a morte certa, é errado. Isso sem contar que tem grandes chances de Ethan, o loiro do mal que não se enxerga, me assassinar depois. E eu não tenho interesse nenhum em morrer. Até porque, é bem capaz da minha mãe dá um jeito de me trazer de volta e me colocar de castigo pela eternidade.
–E aí? O que decides?
– Que tal se eu quebrar todos esses seus dentes novinhos em folha e acabar com esse sorriso de pervertido, seu folgado.
–Amei o sutiã, sério! Ele é muito... Como posso dizer? Sexy. Um tipo de coisa que eu nunca imaginaria vindo se sua pessoa. Um sutiã desses! Preto, de renda... Super sexy.
Provoca ele, esticando a alça do meu sutiã. Dou um baita tapa em sua mão, mas a criatura não retira,e continua a acariciar meu braço com as pontas dos dedos. Tento ignorar aquele formigamento que ele estava causando em meu braço. È nessas horas que você tem certeza de que deveria ter vindo com um top de malhar bege, e bastante prático. Só que o problema dos tops é que são em estilo nadador, e a camisa branca que eu estava usando não era. Então acabaria ficando a mostra de qualquer maneira.
–Cala a boca.
–Vem calar, coisinha linda!
–Não seria mais fácil você me dá a maldita camisa?
–HÂ... Não!
–E o que me garante que você vai cumprir sua parte?
–Nada!
–Então não rola beijo.
–Podemos negociar! Estou sempre disponível para negociar com você tal camisa. Ainda mais agora que vejo que você é uma delícia. Nem parece que veio da família maldita.
–Não fala da minha família, seu patife.
Rosno bem perto do rosto dele, já pensando em dá um surrar nesse idiota. E ainda quer que eu o beije. Nem se eu inventar de ser a Branca de Neve, e o único príncipe encantado que estiver disponível seja o Cyrus. Eu prefiro morre! Ou dormi eternamente como uma bela adormecida. Na verdade, eu mesma contrataria um dragão para cuidar da minha torre, por que Deus que me livre e guarde, mas do jeito que Cyrus está me encarando, eu vou ter é que dormi com alguma arma perto de mim. Chega dá a medo a uma garota com celibato voluntario como eu. A idéia de ter um cara como Cyrus me assediando me dá arrepios. Com aqueles olhos cinza azulados intensos como uma tempestade próxima, e aqueles lábios rosados e carnudos, e a pele branca, macia e quente... E o que eu estou fazendo mesmo? Está fora de cogitação considerar Cyrus Owl um partidão. Quer dizer, ele é lindo, é perigoso, mas ele ajudou a matar meu irmão. Não rola para nós dois, nem se eu quiser-se. Ou se ele quiser mais do que uma noitezinha patética. E eu não nasci parar ser mais uma na vida de nenhum cafajeste por aí. Valorizo-me, droga! Me mãe me ensinou bem. Quer dizer, ela nunca passou nada na mão de cafajestes, conheceu meu pai e foi algo parecido com paixão a primeira vista. Eu também quero ter, se eu for ter, um amor igual ao deles. È maduro, sincero, calmo, quer dizer não é tão calmo assim, mas meus pais foram feitos um para o outro. E eu e Cyrus não. Somos de famílias diferentes, que são rivais, nossos parentes ficam literalmente se matando, e no nosso primeiro encontro apenas lutamos para um matar o outro. Não quero esse tipo de mancha em meu currículo.
Cyrus levanta os braços, fingindo uma rendição, e vejo uma oportunidade. Pego a bainha da camisa dele e começo a puxar para cima rapidamente. Entala na cabeça de Cyrus, o que me faz rir. Quem mandou ser um homem grande. Quer dizer. Médio. Mas tinha músculos bem definidos. Braços fortes, com veias levemente saltadas, peitoral e abdome definido. Ele realmente deveria malhar e se exercitar muito. Não era de se esperar menos. Termino de tirar a camisa de Cyrus, e coloco rapidamente em mim. A cara de confuso dele era tão bonitinha, que eu não resistir e dei um beijinho rápido na bochecha dele. E pulei para fora da cama. Maravilha! No final eu ganhei. Mas eu acabei ficando bem perto do cheiro de Cyrus. A camisa de algodão cinza e de mangas longas que os detentos usavam estava realmente cheirando a Cyrus. Por sorte, ele cheirava até bem. Alguma mistura de doce de leite, com baunilha e algo bem masculino. A camisa ficou um vestido em mim praticamente. As mangas passavam da minha mão, e a camisa chegava perto das minhas cochas. Olho para Cyrus e vejo que ele tinha se sentido traído.
–Ah! Não fica assim, ok? Eu te dei um beijinho de consolação.
–No lugar errado.
Esbraveja ele, levantando. Recuo cambaleante, um pouco bêbeda de tanta confusão. Ele queria mesmo que eu o beijar-se? Tipo, o beijar-se na boca? Mas eu nunca beijei ninguém na boca na vida, e essa criatura resolve ser a primeira. Eu realmente não sei o que fazer.
–Você queria mesmo que ela te beijar-se? Santo Boreh! Menino, vai se informar, e para de assustar a menina.
Vem Emma em minha defesa. Até por que a idéia me deixava, deixe-me ver como posso dizer... Abalada. Se tiver algo que minha mãe tem razão é que eu sou muito inocente para uma garota sadic da minha idade. Quer dizer, não tão inocente. Inexperiente seria a palavra certa. Sou uma garota incapaz de ter curiosidade ou vontade de se aventurar pelos caminhos do coração. Pelo menos esse tipo de perigo tento evitar. Quero me manter longe desse tipo e confusão. Aquela em que deixa as meninas sensíveis, e necessitadas da atenção do alvo de nosso gostar. Isso sem contar que aquela de se apaixonar perdidamente não combina comigo.
Cyrus fica onde estar, tentando entender o que Emma estava tentando dizer. Espero que ele não mate a charada. Se ele já me perturba sem saber disso, imagina se fica sabendo que sua rival de araque aqui está mais para uma garota inocente, que se fosse beijá-lo não saberia onde colocar a mão. Cyrus deve está pensando que eu sou uma garota decidida (isso é verdade), experiente (nem tanto), e atrevida (nem um pouco). Mas na verdade eu não vejo a hora de fugi daqui.
–Você por acaso nunca beijou na vida?
Pergunta ele matando a charada. Acabo olhando para minhas próprias mãos tremendo e suando, e as coloco no bolso. Sinto minhas bochechas ficarem extremamente quentes. Droga! Ficar corada quando se tem a pele extremamente branca significa entregar tudo de bandeja. E pior que eu fico parecendo um pimentão de tão corada que normalmente fico. De vez em quando eu queria era ser uma humana de pele bem escura. Elas sim tinham sorte. Se ficar-se coradas, poucas pessoas perceberiam aquele acumulo absurdo de sangue nas bochechas. Cyrus começa a rir de tanta surpresa. Ele não para de andar em minha direção dessa vez. Isso faz com que eu realmente fique tensa até a ultima célula presai do meu corpo. Cyrus me agarra pela cintura, de maneira em que nossos rostos ficam centímetros para se tocarem. Espero sinceramente que ele não esteja pensando em me beijar. Ao invés disso ele sussurra bem baixinho aos meus ouvidos:
–Prometo-lhe, minha cara, que irei ser o primeiro em tudo em sua vida.
Cyrus segura meu queixo em sua direção, beija minha bochecha apenas alguns centímetros da minha boca e completa:
– E esse será meu premio de consolação.

Depois me solta e volta para a sua cama. Minhas pernas tentam segurar meu peso, mas juro que cambaleio mais tonta ainda. O que ele queria dizer com ser o primeiro em tudo? Eu não quero saber. Obrigo-me a voltar a ter compostura. Anoto mentalmente para ficar longe de Cyrus Owl, ele era bem mais do que perigoso.

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