Capitulo Nove - Arya
Ficar
esperando receber alta na enfermaria não era mais entediante do que ficar presa
sem fazer nada dentro de uma cela por pouco. Só não ganhava por que a
enfermaria tinha livros. Muitos livros. E eu sou viciada em roubar ou ler
livros. Qualquer tipo de livro. Então enquanto Alef não vinha me buscar para
conhecer minha nova casa eu ficava na biblioteca da enfermaria. Lendo um livro
atrás do outro em sequência. Outro rato de biblioteca que devorava livros sem
parar era o Aspen. Ele estava aqui desde hora que cheguei, com uma pilha de
livro sobre a mesa, dois ou três livros abertos, estudando e anotando em um
caderno de matéria. Aspen me parece muito com uma pessoa viciada em
conhecimento. Se realmente não fosse. Mais o que estava me deixava curiosa
mesmo era saber o que o Aspen tanto estudava. Coloco meu livro lentamente em
cima da poltrona, e caminho da maneira mais silenciosa possível até perto de
Aspen super concentrado em sua leitura. Dou a volta na mesa cuidadosamente. E
fico na ponta dos pés, por cima do ombro dele. Aspen estava estudando biologia.
Ninguém nunca levou um livro de biologia para a Fortaleza, então nunca roubei
um livro de biologia e sei muito pouco sobre o assunto. A matéria é claramente
do meu interesse. Então fico lendo por cima do ombro dele sem ao menos
respirar. Como o assunto fica cada vez mais interessante, eu acabo escorando
com os cotovelos na mesa sem perceber. Aspen dá um pulo quando minha pele toca
na dele. Nem sei se ele sente minha pele fria de mais ou quente de mais, só sei
que nesses nonagésimos de segundos que nossas peles se tocaram uma corrente
elétrica percorreu minha pele. Pulo para trás assustada, e derrubo uma pilha de
livros. Isso faz com que eu me assuste novamente. Coloco as mãos na boca quando
um grito do susto sai sem querer. E olho para Aspen, envergonhada e com os
olhos arregalados. Aspen nem se quer estava acreditando que eu estava lendo por
cima do ombro dele. Acho que isso o irritou. E eu ter derrubado os livros dele
também. Mas eu sou mesmo desastrada. Fico vermelha com o Aspen me encarando
super irritado, beirando a cólera. E sinceramente, ele ficava uma gracinha
carrancuda.
–Você
está louca?
Explode
Aspen. Recuo um pouco, confusa e intrigada. Por que ele estava gritando comigo?
Eu não tinha feito nada. Só estava lendo por cima do ombro dele. Por acaso isso
aqui significa algum tipo de ofensa? Se for eu não sei. Mas se tem uma coisa
que eu tenho absoluta certeza é de que odeio quando gritam comigo. E
infelizmente para Aspen, era isso que ele estava fazendo.
–Não!
E se eu estivesse não seria da sua conta.
–Não?
Ah, você ainda não sabe quem manda aqui não é? Está falando com o segundo
superior.
–Eu
pouco me lixaria se tivesse falando com o presidente dos EUA.
–Quer
saber de uma? Não vou gastar minhas energias com uma garota que parece que só
tem boca e rosto, por que pelo jeito cérebro que é bom nada.
–Está
me chamando de ignorante?
–Francamente?
Sim, você ainda não deu um único sinal de inteligência. Parece-me apenas mais
uma garota que só tem aparência, mas é medíocre e superficial.
–Você
é meio cego também? Eu não sou uma garota da média, e muito menos superficial,
e não tenho aparência interessante também. Ou seja, quem está com sérios
problemas para julgar os desconhecidos é você.
–Não
sabe nada sobre julgamentos corretos, minha cara. Ou não teria vindo conosco.
–Fui
obrigada por vocês se não esquec...
–Mas
por que vocês estão discutindo?
Pergunta
Alef, sentado na minha poltrona, por que eu já tomei posse dela, nós olhando
com um brilho traquino nos olhos, e uma das sobrancelhas levantadas com um a
mistura de surpresa e algo mais que eu não entendi. Aspen faz um reverencia
rápida para Alef, pega o livro que estava lendo e sai apressadamente da sala.
Não desvio o olhar enquanto ele não sai de vista. Pelo jeito meu destino é
brigar com esse humano. Como cão e gato. É claro que sou o gato. Por que de nós
dois quem tem mais chances de ter nove vidas sou eu, ele precisa só de uma
queda brusca e bater a cabeça... O ser humano é uma criatura tão frágil que
chega a impressionar.
–Já
deu cinco horas?
Pergunto
para Alef, que olha no relógio de bolso dele, e sorri.
–Acho
que sim.
–Eram
quatro horas nesse instante!
–O
tempo passa rápido, e vamos sair logo desse lugar, ele me dá enjoou.
–Você
nem ficou a tarde toda aqui.
–Verdade!
Concorda
Alef me dirigindo para fora da enfermaria. Por tudo quanto era lugar que
passamos, as pessoas reverenciavam ele rapidamente e voltavam ao trabalho. Era
até estranho na verdade. Alef agia com tamanha naturalidade a todas as
reverencias, como se não fosse com ele. Talvez ele tenha se acostumado de tal
maneira que nem mais se importava. Afinal eram dois séculos mandando e
desmandando em tudo. Quando saímos da porta de entrada da enfermaria, eu nem se
quer acreditava no que via. A Base era bem grande. Na verdade grande seria uma
ofensa para tanto tamanho. Era como uma grande, mas muito grande cidade. Só o
lugar que eu estava chamando de enfermaria, parecia mais um Hospital Master.
Era um prédio branco e azul bem grande, de muitos andares e varias janelas.
Tinha uma escadaria, e um pátio bastante movimentado com vários jardins. A Base
em si, era uma cidade cheia de elevações. Era em formato oval, e tinha uma
parede que subia até bem alto e íngreme, e fazia o que parecia a cratera de um
vulcão. Como um buraco gigantesco no teto. Nas paredes tinham muitas janelas,
como apartamentos um em cima do outro. E mais longe tinham doze prédios
imponentes. Quatro eram mansões. Uma maior do que a outra. A primeira era
branca, de mármore e com muitas colunas em estilo grego no pátio e tinha um
baita jardim verde, a segunda mansão era azul bem claro e tinha um lado todo
espelhado, a terceira era vermelha e não tinha portas ou escadas. Mas grandes
janelas de metal em todo canto, era uma mansão bastante moderna, e a cara de
presais viciados em adrenalina. A quarta era com certeza a mais imponente de
todas. De mármore negro, tinha vários andares e estilo colonial, tão grande que
o nome certo para descrevê-la seria castelo. Como é que fazem para limpar um
lugar tão grande? Deve ter é muito trabalhador empregado só para limpar essa
casinha. Pelo menos é um lugar lindo, e amostrado, diga-se de passagem, para se
olhar.
–Ela
é bem amostrada não é?
–Quem?
Melhor qual?
–A
minha casa.
–A
sua é o castelo negro?
–É.
–É
sua cara.
–Obrigado!
Mas não esqueça que minha casa é sua casa, ok? Ou seja, você também vai ser
olhada assim, com essa mesma cara que está me olhando.
Avisa
Alef começando a descer as escadarias. Ok. Vou pensar pelo lado bom! Pelo menos
eu nunca vou me perder quando a questão for achar minha casa. Ela era bem
visível. Bem visível.
–A
Arya, só te avisando de antecedência, eu tenho pupilos e...
–E?
–Eles
moram naquele castelo também.
–E?
–Só
estou avisando! Vai que você tem medo do sexo masculino, sei lá... Tem garota
aqui que corre de medo só de pensar em passar perto da porta da minha casa.
–Relaxe,
se eles não forem iguais ao Aspen vai ficar tudo bem.
Digo
relaxada. Vai que dou de cara com meus irmãos por lá. Quer dizer, eu não iria
reconhecê-los. Quando fui capturada Jasper, meu irmão mais velho já tinha nove
anos. Hoje ele deve ter uns vinte. Já é um homem. È bem mais provável que eu dê
de cara com ele e nem o reconheça. Isso se Jasper, Neal e Baelfire estiverem
morando com o Alef. Aí está algo ninguém me informou. Ou será que sou a ultima
sobrevivente da minha família? Sinceramente, eu espero que não. Não ter pais é
ruim o suficiente.
–Alef,
por que vocês não falaram dos meus irmãos?
Pergunto
aproveitando a deixa. Alef para um pouco, suspira, e tenho a impressão de uma
leve melancolia em seus olhos. Maravilha! Em um ótimo dia, uma péssima noticia.
Meus irmãos morreram. Eu sou uma órfã sem família. Droga! Eu sempre fui mesmo.
–Bem,
acho melhor falar disso com o Jasper e o Neal por perto, eles vão sei lá, te
acalmarem um pouco.
–Bael
morreu?
Pergunto
já desesperada. Não acredito que meu irmão mais novo, mais velho do que eu um
ano foi levado por essa vida triste e cruel. Baelfire era meu companheiro de
confusão. Ele era meu fiel escudeiro de todos os momentos. O Bael não deve ter
morrido. Torço para que não.
–Não!
Quer dizer, eu não sei, melhor, ninguém sabe.
–Como
assim?
–Seus
irmãos vão te explicar, agora para de me dá nos nervos, eu não tenho muita
paciência.
–Ok,
então. Vamos logo falar com o Jasper e o Neal.
Concordo
revirando os olhos. Meu coração estava pesado. Triste, até. Imagine o doce Bael
morto. Que tragédia. Quando chegamos à porta da mansão ela se abre sozinha.
Entramos em uma sala de jantar de paredes vermelhas vinho e piso de marfim
branco, com um belo lustre de cristais em cima de uma estupenda mesa enorme de
cedro raro em estilo coloquial para muitas pessoas. Quem estava colocando a
mesa para o jantar, para e faz o que as pessoas sempre fazem quando vê o Alef e
voltam a fazer seu trabalho. Alef coloca o paletó em um cabide e tira os
sapatos.
–Eu
tenho que fazer isso também?
Pergunto
estranhando a atitude.
–Não!
A não ser que você vá entrar na arena. Por que se não seus sapatos vão grudar
ou sujar a lona.
–Meus
irmãos estão nessa tal arena?
–Estão.
Responde
Alef. Equilibro-me para tirar os coturnos, e os coloco perto do sapato do Alef.
Depois o sigo até uma sala bem reservada, bem longe da sala de jantar. Não ouço
nada vindo da sala, até abrir a porta.
A
sala era cheia de luz, ao contrario do que eu normalmente pensaria de uma sala
onde lordes darks treinam. Foi o Alef entrar para a luz piscar rapidamente e
depois voltar ao normal. Quando eu entrei, ela também piscou. Os pupilos do
Alef estavam em forma de roda, sentados olhando fixamente para o chão, com as
mãos em descanso sobre as coxas. Eram todos homens. De varias idades. E todos
eram loiros, exceto um. Que levantou a cabeça quando o Alef chegou. Tinha olhos
azuis celestes e cabelos bem escuros como às penas de um corvo. Ele piscou um
pouco os olhos e depois voltou rapidamente a olhar para baixo. Se tiver algo
nesse mundo que reconheço de longe é um hibrido. Aquele jovem não poderia ser
um meio humano, mas era um Neutron. Um sadic com capacidade de mudar de lado.
Ele poderia escolher a luz se quiser. Herdou com certeza isso da mãe. Ela deve
ser uma dama da luz. Deixo o Neutron para lá, e começo a procurar meus irmãos.
Eles desde sempre foram loiros. Afinal, eu lembro que meu pai era loiro. E já
vi em fotos que a mãe de Jasper, Neal e Baelfire, a humana Hannah, também era
loira. Só minha mãe Aurora Raven, que chegou um pouco depois, era morena. Eu
puxei a ela. Em todos os sentidos. Desde a personalidade incontrolável até
algumas características físicas. Do meu pai Hector Apache, herdei a cor dos
olhos, os genes sadics, e talvez, o vicio por adrenalina. Tenho arrepios só de
pensar que mesmo sendo sobrinha de Hazazel, ele não me poupou. Nem a mim, nem
os meus irmãos. E muito menos ao seu próprio irmão. Sangue de seu sangue, carne
de sua carne. Mas o imperador de Master Great é incapaz de sentir qualquer tipo
de pena. Ele não assassinou a sangue frio milhares e milhares de humanos? Acho
que só isso é um motivo para não se esperar nada de bom dessa criatura.
–Aqui
tem muitos loiros.
–Verdade.
Isso já é algo dos genes sadics. A população mundial de humanos nem tinha
tantos loiros assim, mas essas são uma das conseqüências do soro sadic. Apesar
de deixar a pele mais resistente, eles acabam com toda a melanina que foi capaz
de deixar os humanos diferenciados um dos outros todos esses séculos passados.
Se não tiver uma gota de sangue humano para equilibrar as coisas é bem capaz
das próximas gerações nascerem loiras, pálidas e sem uma gota de cor na face.
–Meus
irmãos são loiros, não é?
–O
Jasper ainda continua a ter fios claríssimos, já o Neal, os fios escureceram
nos últimos anos, mas ao invés dos cabelos ficarem castanhos, ficou alaranjado.
Seu irmão faz parte dos 25% de ruivos no mundo.
–Eles
não estão aqui, estão?
–Não
nesse departamento. Aqui ficam os não parentes, os parentes, ficam na próxima
sala. Mas antes eu tenho que falar com eles, te apresentar para eu não ter que
enterrá-la depois.
–Como
é?
–Lordes
Darks são muito impulsivos e explosivos. Qualquer coisinha e...
Não
termina Alef a frase apenas para deixar mais em evidencia o que ele queria
dizer. E eu sou uma defunta. Maravilha um pouco de adrenalina para minha vida
já cheia de confusão. Concordo com a cabeça enquanto ele faz o que disse que
iria fazer. Mandou um belo discurso que fez seus pupilos olharem um para o
outro com puro horror. Eu não estava entendendo nada do que ele disse por que
era claramente em outra língua. Mas pela expressão facial dos alunos do Alef
dava para perceber que ele estava sendo bastante rigoroso.
–Alguma
duvida cruel?
Pergunta
Alef, colocando as mãos nos bolsos da calça. Ninguém se manifestou. Na verdade
ficaram todos parados olhando para mim, e depois para o mestre deles. Isso que
eu chamo de aterrorizar até os ossos.
–Ótimo!
Por que se tivesse eu não responderia de qualquer jeito.
Completa
ele por fim, começando a caminhar em direção ao nada. Dei uma ultima olhada nos
pupilos incrédulos do Alef, e sai atrás dele, por que eu é que não vou ficar em
frente a trinta lordes darks confusos. Alef para em frente a uma parede, e ela
se abre assim como o mar vermelho abriu para Moises. Só que não foi tão emocionante
quanto. Do outro lado da parede tudo era escuro. Se é que tinha um tudo. Alef
me dá um empurrãozinho para dentro da parede, e tenho sorte de que não tinha
nada. Depois a parede se fecha. Maravilha! Aqui estou eu, uma claustrofóbica de
primeira presa dentro de uma parede escura. O cubículo onde eu estava dá um
solavanco, e começa a se mover rapidamente. Quando para finalmente, e a porta
se abre, eu não espero e pulo. Meu coração quase sai pela boca. Fecho os olhos
por causa da claridade. E quando os abro novamente percebo que estou no que
parece um anfiteatro. Tinha poltronas vermelhas levemente inclinadas para
frente. E lá em baixo tinha uma lona negra com dois rapazes lutando
habilidosamente. Lentamente vou até perto do vidro. E fico observando. Com o tempo
começo a achar que eles não são meus irmãos. Eu sinto que são, mas ao mesmo
tempo é como se não fosse. Eram desconhecidos. Como esse lugar. Era tudo novo e
familiar ao mesmo tempo. Vejo o Alef entrando no cubículo de vidro. Os dois
rapazes param, fazem a reverencia, e então o ruivo, Neal, olha para cima em
minha direção. Um segundo depois ele não está mais do lado de Jasper, que
também some da lona. Fico imaginando se dá tempo de fugi. Mas acredito que não.
Eu já passei muito tempo longe da minha família.
–Arya.
Sussurra
alguém um pouco mais longe. Posso ouvir a voz da incredulidade, da esperança, e
do alivio tudo junto vindo daquela voz mirrada atrás de mim. Viro lentamente
com o calcanhar. Pisco ao ver meus dois irmãos me olhando como se eu fosse um fantasma
em sua frente. Os cabelos bagunçados, suados, e apenas de calça jeans Black,
com os olhos cor de gelos emoldurados por cílios longos e grossos. Os dois
ficaram umas criaturas lindíssimas. Nem dava para acreditar que aqueles dois
sadics eram meus irmãos. Neal era ruivo até nos cílios, e ainda tinha cara de
menino traquino de sempre. Jasper, em estado semi catatônico, estava a copia
exata do meu pai Hector. Só faltava a cicatriz nos lábios. Neal dá o primeiro
passo. Continua a me olhar como se estivesse vendo um fantasma em sua frente.
Mas aos poucos a surpresa e incredulidade em sua face acabam se tornando um
sorriso de pura alegria. Neal toca minha bochecha para ver se sou real mesmo, e
isso me faz sorri também. Depois o ruivo me abraça. Santo Deus! Esse dia tem
mesmo que ter tantos reencontros? Pelo menos ninguém morreu. Não que eu saiba
ou tenha me contado. Começo a chorar. Desde quando eu iria imaginar que veria
meu ex-loiro marrentinho novamente. Ou que poderia tocá-lo ou abraçá-lo. Ou
então vê-lo já um jovem homem feito? Nem em meus sonhos mais bonitos.
–Você
está chorando?
Pergunta
Neal, limpando as lagrimas que não paravam de brotar de meu rosto. A maioria
delas entrava em minha boca por que eu estava sorrindo. Não consigo parar de
sorrir. Meu Deus! É tanta felicidade que eu acho que meu coração vai explodir
dentro do peito. Olhando para Neal, vejo que ele também falta se desmanchar em
lagrimas. Ele fungava toda hora tentando evitar que o choro rolar-se.
–Eu
achei que nunca mais eu iria ver vocês! Como estão grandes.
–Nós
estamos grandes?!Arya olha só para você. Já sinto que vamos ter muito trabalho.
–Que
nada! E como você ficou ruivo?
–Ah,
meu Deus do céu!
Exclama
Jasper ainda não acreditando que eu estava ali, vivinha da silva. Ele se
aproxima lentamente, e me abraça também. Jasper poderia até está emocionado e
etc, mas ele conseguiu esconder a vontade de chorar melhor do que Neal. Meu
irmãozinho ruivo se junta ao nosso abraço. E se antes eu já me sentia em casa,
agora, me sinto segura.

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