Capitulo Seis - Zoey
Estávamos
sentadas em frente a uma mesa de metal, olhando para a parede a nossa frente.
Claro que sabíamos que aquela parede é metade de vidro, e quem está aqui não vê
quem está atrás dela. O que fazíamos na sala de interrogatório é simples. Estávamos
aqui para brincar de interrogadoras. È nosso castigo por não ter chamado ajuda
antes das coisas começarem a ficar feia. Quer dizer, não para mim. Meus pais
acham que fui bem de até mais. Mas a Emma foi derrubada e a Gwen foi bem nós
primeiros minutos, por que conseguiu surpreender o Alfa, depois ganhou uma
mordida no calcanhar. Claro que nossos pais esbravejaram e gritaram, depois
resolveram nós colocar de castigo. Sobrou até para Emma, que estava apenas
obedecendo à mãe inocentemente. Segundo a Carmem, ela está de castigo por que
deixou o príncipe bipolar sombrio entrar na mente dela por tempo suficiente
para causar uma ilusão de estado catatônico. A Gwen já estava na mira dos pais
a um bom tempo e eu, só fiquei de castigo por que me recusei a pedir desculpas
ao guardião do príncipe que me atingiu com uma adaga das trevas. Confesso o
cara é bom. Só ganhei mesmo por que ele tem um código de conduta que inclui não
bater em garotas. Infelizmente, se ele tivesse deixado o código um pouquinho de
lado, eu teria perdido de semi-goleada. Ou seja, minha vitoria não foi bem uma
vitoria. Mas eu é que não vou contar isso para ninguém. Tenho minha honra a
zelar. Imagina Zoey, filha de Angel e Dexter Blood, quase perdeu para o filho
de Derek Trouble. Esse povo iria era perder o medo.
A
porta da sala se abre e os réus entram. Caleb, o lobo Alfa negro de patas
brancas, filho mais velho de Ephrain Sparrow, estava com uma tornozeleira de
titânio, com luzinhas verdes piscando, que impedia que o cérebro dele mandarem
sinais de perigo ou intendência para os genes L dele. Ou seja. Caleb não seria
perigoso enquanto usar-se a tornozeleira. Ela o impedia de se transformar em
lobo. O filho de Derek Trouble, Cyrus Owl, tinha uma pulseira de coque para
quando ele se irritar-se. Colocaram uma em mim também, só para o caso de eu
começar a pensar em arrumar briga novamente com o Cyrus. Em seus olhos
cinzentos tinha uma promessa muda de que ele não iria ser bonzinho da próxima.
Depois de Cyrus veio o príncipe, Ethan Apache, filho mais velho de Hazazel,
neto de Drakon Apache e futuro rei de Master Great, e imperador do mundo. No
caso de Ethan não tínhamos nenhuma proteção. Ele já tinha se mostrado um lorde
Dark habilidoso quando controlou as trevas em meio à luz do sol. Por sorte meu
tio Alef, quem manda e desmanda aqui, estava do outro lado da sala. E só para
prevenir, as damas da luz estavam em posição de combate, com Luz Defensiva
pronta para ser usada. Então não colocaram nada em Ethan. Nem uma pulseira de
choque, ou uma tornozeleira. Apenas colocaram uma iluminação de pura luz
defensiva na sala. Os três ficaram em pé. Com o olhar frio e incrédulo. Pude
sentir a Emma do meu lado prendendo a respiração, e a Gwen rosnado baixinho.
Maravilha! Esse encontro acabaria simplesmente comigo tomando um choque
elétrico bárbaro.
–Pelo
menos eles têm senso de humor.
Suspira
Ethan, sentando na cadeira em frente à Emma, que soltou um gemido inexplicável.
Segurei-me para não retrucá-lo. Aquele era o príncipe que tinha embarcado no
avião errado. Ingênuo. Ele deve ter sido tão mimado que nem deve saber que seus
súditos tentaram matá-lo derrubando seu avião em território inimigo.
–Ethan,
até parece que não sabe por que elas estão aqui?
–Acho
que é por que seus pais resolveram castigá-las. Gosto mais dos Blood agora,
ainda mais por que mandaram para me interrogar, a amável Emma. Deveria
aproveitar as acompanhantes Cyrus, ou se acostumar com elas.
Aconselha
o príncipe batucando na mesa, enquanto encarava intensamente Emma. Ela desviou
os olhos, e me olhou com aquela cara e desesperada disfarçada que só ela sabe
fazer. Ótimo! Segunda missão de resgate que faço para a Emma, apenas nessa
semana. E é logo contra um príncipe que parece que sabe de tudo. Quem disser
nesse grupo que não sou uma boa amiga vai ganhar um baita de um murro.
–Legal
saber que o principezinho de vocês é um intrometido de plantão.
–Falou
à garota que se intromete no interrogatório alheio.
Retruca
Cyrus, defendendo o dono dele, que só me dá um olhar me poupe e volta a
intimidar minha melhor amiga. Limito-me a um sorriso de pura indiferença.
Talvez se eu não mexer com Cyrus, ele não me encha o saco, e não ganhamos
choque. E simples final feliz.
–O
que, sem discussão, sem emoção? Cadê a briga?!
Exigi
Gwen, louca para ver o circo pegar fogo. Suspiro pesadamente. Se a algo que
aprendi com meus pais é que casal que briga de mais esconde algum tipo de
sentimento que vai fazê-los casar e ter muitos filhos. E não é isso que eu
quero para minha vida.
–Gwen,
benzinho, você sabe pra que serve isso?
Pergunto
a minha parceira do crime oficial, mostrando a pulseira em meu pulso. Eu não
sou louca de usar meus pais como motivo para não começar a xingar, e discutir
com o guardião do príncipe. Do jeito que a Gwen ama distorcer tudo, é capaz
dela pensar que estou a fim do Cyrus. Quer dizer, ele é até lindo e habilidoso
e tudo mais, porém, sobretudo, mas, contudo, não faço o tipo que tem amor a
primeira vista com qualquer cara bonito e habilidoso que encontro por aí. Pra
mim tem que ter algo chamado conteúdo juntamente com embalagem, ou não presta.
–Isso
vai te dar um choque se você inventar de bater em alguém novamente.
–Isso
aí, lobinha loura, e você sabe como sou quando alguém me provoca dor.
–Já
que não posso te dar uns petelecos, então, eu insisto em temos uma discussão
justa.
Exigi
Cyrus com um sorriso de pura traquinagem. Resistir o mais puro impulso de sair
correndo dessa sala. Mas uma fuga estratégica não daria em nada. Meus pais me
obrigariam a voltar para esse purgatório na terra. Pisquei os olhos e fingir
que não entendi direito:
–Como
é?
–Isso
aí, bonitinha, eu tenho uma honra a zelar, vamos bater um belo papo. Quero
saber o qual esperta você é.
Repete
o guardião, olhando para o príncipe em um daqueles olhares de cumplicidade que
normalmente eu e a Emma nós damos quando uma faz a cobertura com a outra. Esses
três iriam aprontar. Sou profissional quando o assunto é disfarçar antes de
criar uma confusão.
–Infelizmente,
para você, não temos permissão para dialogar. Aqui é pergunta e resposta. E
nesse caso, sou eu que pergunto e você eu responde. Eu sou a livre aqui e você
é o prisioneiro de guerra que fez a burrada de traçar a rota de seu avião bem
em cima da ilha inimiga.
Nego-me
friamente. Afinal, quem Cyrus está pensado quem é? Ele acha mesmo que está em
seu país natal, em que ele é quem manda e desmanda? Então ele está achando
errado. Aqui em Onyx, não tem titulo que faça ganhar respeito e estatutos. È
tudo feito por merecer. Sem nenhuma moleza. Nossa educação é rígida e se define
em três palavras: Disciplina, persistência e perfeição. Foi assim que nossos
pais nós criaram. Para sermos guerreiros e merecedores da liberdade de ir e
vim. E não é qualquer um que vai me colocar contra a parede.
–Você
é realmente filha de sua mãe, Srta. Blood. Pena que meu pai não conseguiu
cumprir a missão dele em te matar quando você era uma guriazinha de nada.
–Pena?
Para quem? Para você, para ele? Dou graças todos os dias por está viva e se eu
fosse você, abaixava a bola, aqui não é Master Great, aqui é Onyx. E em Onyx,
não se tem moleza para ninguém.
–Confesso,
realmente não têm. Conseguir vingar o fracasso do meu pai em relação a
desestabilizar os Blood foi uma tarefa bastante difícil. Pena, que vocês têm o
serio problema de se ligar emocionalmente com todos. O Niall era seu irmão, não
era? Ajudei a capturá-lo e presenciei sua execução. Quer saber o que fizemos
depois? Fomos curtir o restante da noite. Seu irmãozinho, querida Zoey não era
um nada. Mas isso apenas fez com que minha satisfação fosse bem maior.
–Você
ajudou a matar meu irmão?
–Ajudei.
–E
se orgulha disso?
–Seu
irmão não valia nada.
–Olha
só quem fala.
Retruco
em um rosnado. Imagino a dor da minha mãe, do outro lado da sala. O ódio
incomum que meu pai deve sentir agora. Cyrus queria acabar com minha família.
Assim como meus pais um dia acabou com a dele. Derek morreu no dia que tentou
me matar. E Niall, morreu no mesmo dia, do mesmo mês que Derek. Era uma
vingança pessoal. De ambos os lados. Odeio Derek, e odeio Cyrus ainda mais.
Porém, vou deixá-lo se deleitar com o gosto da minha vingança. Posso matá-lo e
posso convencer meus pais a fazer isso. Mas, prefiro fazer algo bem mais
impactante a uma morte bem dolosa, assim como Niall teve. Limpo uma lagrima
solitária e intrometida com as costas da mão.
–O
que você acha que vou fazer agora?
Pergunto
a Cyrus frio como gelo do ártico. Ele levanta uma sobrancelha.
–Me
matar?
–Não
senhor, nunca que eu me rebaixaria a seu nível. Capturou e ajudou a matar meu
irmão? Ótimo! Mas, matá-lo seria encurtar algo que você nunca saberia que
provocaria em que era próximo do Niall.
–O
que? Desejo de vingança?
–Também!Mas,
por enquanto vou ser bem mais... Como posso dizer? Generosa.
Respondo
olhando para meus pais. Eles me entendiam melhor do que ninguém quando a
questão era dor. Eles sabiam no que eu estava pensando somente de me olhar. E
como sinal de aprovação, afastaram mentalmente as mesas e cadeiras, deixando
apenas eu e o Cyrus no meio da sala. Prenderam Ethan na cadeira, paralisaram
Caleb. Cyrus ainda estava confuso. Ele não perdia por esperar. Ando ao redor de
Cyrus, como um predador que anda ao redor de sua presa pronta para o ataque.
Paro na frente dele. Seguro se queixo e o observo. Cyrus era um cara
introvertido. Ele se fechara em si mesmo. Seus olhos cinza revelavam a
tempestade dentro de seu interior. Ele se fechara em si mesmo, era perigoso,
misteriosos, interessante até. Era um jovem sadic mal. E não era por que seu
pai também era assim. Ou por que a sociedade onde ele foi criado era deturpada.
Ele era mal por que queria, e era a única coisa que conhecera. Mas a única
coisa que ele não percebeu que tudo vem com conseqüências. E a dor que ele
plantou em minha família, voltaria para ele na mesma intensidade. E então
estaríamos quites. Viro o queixo de Cyrus para o lado, fazendo com que o
caminho esteja livre para seu pescoço. O filho de Derek não era um presai. A
pele de seu pescoço não era tão resistente quanto à de um sadic com presas
seria. Mas isso não impedia de que ele sentir-se o que eu vier a sentir, se eu
o morder. O pior que aconteceria com ele seria se transformar em um presai
também. Ou adquirir algum tipo de ligação mental comigo. Traço a linha de seu
pescoço. O músculo tenso. Iria doer mais que o normal. Sento no colo dele, por
que é mais fácil para mim. E sussurro nos seus ouvidos bem suavemente:
–Você
chegou a conhecer bem seu pai, Cyrus? Creio que não. Mas eu e minha família
conhecíamos e amávamos o Niall. Se você já sentiu a dor de perder um parente
que você amava e não conhecia direito, imagine a dor de alguém que convivia
vinte e quatro horas, a falta, a saudade, o sentimento que nunca poderia mais
olhar em seus olhos, ver o seu sorriso, ouvir a sua voz. Quando você levou
Niall não apenas deixou um buraco nos corações que o conhecia, deixou algumas
lembranças que apesar de felizes, são bastante dolorosas. Niall é vivo em meu
coração. E ele valia mais do cem de você.
–E
aonde você quer chegar com esse discurso apaixonado?
–Na
pervicular, em baixo da jugular. Você sabe o que é isso?
–Eu
sei o que é uma jugular, é a veia mais grossa do pescoço.
–Sadics
nasceram para ser presais, então todos temos essa veia, a pervicular é a fonte
de seu DNA. Nela só corre apenas soro delta. E ele pode muito bem ser mudado.
–Não
ouse fazer isso.
Berra
Ethan em tom de ameaça, tentando se soltar das amarras.
–Você
não é meu príncipe.
Sussurro
antes de morder guardião do príncipe de Master Great. Uma corrente elétrica
percorre nossos corpos. Cyrus berra por causa da dor. E eu fico tonta por causa
do gosto amargo do Soro Delta. Mas se tem algo que não consegue me fazer
desistir é minha condição física. Deixo minhas emoções correrem soltas. As
lembranças de Niall. Tudo o que Cyrus me tirou, e provou em minha família. Era
tudo voltando para ele. Cyrus não desisti de lutar. Ele tenta me tirar de cima
dele, mas envolvo sua cintura com minhas pernas, e seguro seus braços. Sua pele
ardia em febre. Suas mãos estavam suando frio. Eu permanecia firme no meu
propósito. Logo Cyrus perceberia isso, e pararia de lutar. E felizmente ele
cedeu antes muito antes do que pensei. Parou de lutar, envolveu seus braços em
minha cintura, me prendendo na minha posição. Sua respiração sobre minha nuca
era quente e calma. Meu pai apareceu na minha frente, e ergueu a mão. Cinco
minutos. Já tinham se passado cinco minutos. Esse era o tempo máximo que um
sadic não presai poderia ser mordido. Ou ele poderia ter uma overdose. Recolho
as presas, e tiro bem lentamente minha boca do pescoço de Cyrus. Meu rosto
estava tão perto do seu que ele poderia me beijar facilmente. Cyrus estende a
mão e acaricia minha bochecha suavemente. Seus olhos estão fechados, seu cabelo
cor de areia está grudado em sua testa, seus lábios estavam com uma cor
arroxeada e o rubro de suas bochechas tinha desaparecido. Ele me solta
lentamente. Estava respirando com dificuldade.
–Por
favor, você pode sair de cima de mim? Preciso respirar.
Implora
ele em voz baixa, abrindo os olhos bem lentamente. Cyrus ficou olhando
fixamente para minha boca. Saiu de cima dele em um pulo e vou para perto do meu
pai, enquanto enfermeiros o tiram da sala. Cyrus me olha uma ultima vez, e vai
cambaleando até a maca. Dexter me abraça. Eu tinha a séria impressão de que
aquele era apenas o começo de algo que eu não consigo imaginar.

Comentários
Postar um comentário