Capítulo Vinte e Dois – Finalmente a tal visita!
Depois da última visita de Ginger, Levi finalmente foi a casa dos Garden. A surpresa de Eleonora ao vê-lo em sua sala de estar poderia ser considerada uma ofensa. Ele obviamente viu a reação de sua sogra, mas ignorou. Estava procrastinando sua visita a família de Ginger. E o fato de só conseguir fazê-la em suas folgas era um dos agravantes, mas depois de ver Dawn e Nigth, Levi lembrou de sua própria desconfiança com o noivo de sua sobrinha antes de conhecê-lo e de sua indignação pela demora. Era compreensiva a desconfiança dos Garden. Assim como Nigth, Ginger era uma filha preciosa. Então Levi tomou coragem, engoliu o constrangimento de sempre estar perto de onde a família de Ginger era hospedada, e foi visitá-los após mandar uma carta perguntando se era possível ir ali e todos aqueles trâmites normais para visitas que Ginger ignorou.
Os Garden foram educadamente hostis no começo, e talvez por que ele próprio foi hostil e desconfiado quando esteve nessa mesma situação, Levi relevou. Ele relevou muita coisa. Eleonora era uma tigresa, sempre fazendo perguntas com respostas difíceis e o testando e testando, Soul era uma víbora pronta pra cuspir veneno com réplicas muito afiadas, Isaac era um exímio julgador silencioso e Beverly tentava manter os ânimos calmos. Levi apenas respondia às perguntas como toda a sensatez de sua alma, decido internamente a pedir desculpas a Dawn por ter sido um tio tão chato e implicante. Ele terminou a primeira luta verbal cansado, com fome, mas vitorioso, exceto pela parte que ele não tinha visto Ginger ainda. E ao finalmente conseguir perguntar dela, receber tal resposta de Soul:
-A tranquei no quarto. Se ela ouvisse tudo o que queríamos perguntar pediria desculpas pra você na primeira oportunidade.
Levi não soube responder isso, exceto por piscar os olhos lentamente, do mesmo jeito que Ginger fazia quando surpreendida. Eles realmente queriam falar tudo o que disseram, né?
Ginger só viu Levi no meio da manhã. Ela só conseguiu ir à sala de estar depois de Soul a destrancar e estava carrancuda. Uma carranca consideravelmente fofa, mas uma legítima carranca. Soul fingiu que não era com ela e Beverly apenas suspirou, olhando para seus pais, que estavam muito dispostos a fingir que não viam o princípio de caos causado por suas crias. De qualquer modo, Ginger passou a ignorar seu descontentamento contra Soul e aproveitar o júbilo da visita de Levi. Ele estava todo arrumadinho, de preto e branco como sempre, mas o colete bordado e os sapatos formais não eram usuais de sua vestimenta. Ginger geralmente via Levi com o uniforme ou então com suas despojadas camisas brancas de ficar dentro de casa. Ele tinha sorte de ser bonito e atraente, o desleixo controlado lhe caia bem. Claro, Ginger preferia o Levi impecável. Ela tinha só visto ele assim duas vezes, mas acreditava que era um visual que combinava com ele. O desleixo era mais cara de Abraham.
Ao ver Ginger, Levi finalmente relaxou. Ela parecia a mesma de sempre, suave em cor e afetada em movimentos, exceto pelo sorriso, ofuscante em alegria e doçura, e o rubor que lhe ultrapassava os olhos e chegava às orelhas. Depois de cumprimentar a família, Ginger voltou-se a Levi. Com a aproximação ela conseguiu ver que apesar da aparência impecável, ele parecia um pouco cansado. Ou seria mal humorado?
-O que houve?
Levi não se surpreendeu com a pergunta de Ginger. Ele claramente viu que ela o analisou por um curto tempo, quase incalculável. Ginger era do tipo sensível e ele certamente tinha o rosto de um homem com os ouvidos cheios de reclamações. Levi olhou para aquele par de megeras reclamonas. Elas tinham razão, mas eram inegavelmente um par de megera. Soul levantou a sobrancelha desafiadoramente. Levi suspirou. Deveria ser maduro ali? No final, aquela foi uma batalha injusta, três contra um. E era justo que a família de sua suposta futura esposa entendesse seu temperamento, não? Quer dizer, ele entendeu o deles. Soul e Eleonora Garden não permitiam um único incômodo sem a adequada reclamação, Beverly era pacificadora e Isaac era um observador moderado, interferindo apenas quando ele via o que considerava excessivo. E qual era o temperamento de Levi? Eh…
-Sua mãe e sua irmã mais velha encheram meus ouvidos de reclamações sobre meu corte inexistente e minha negligência sobre você. O que não seria um problema, se elas tivessem dito apenas uma ou duas vezes ao invés de repetir esse assunto como se eu fosse um idiota ou uma criança por três horas.
A resposta de Levi quase pegou Ginger de surpresa. Quase. Quando percebeu que estava trancada imaginou que era obra de Soul, e Soul, assim como Eleonora, estava sempre reclamando sobre o não cortejo de Levi e principalmente sobre Ginger ser quem o procurava, e nunca o contrário. Nem sua mãe, nem sua irmã, engoliam desaforo. A própria resposta de Levi: sincera, provocadora e irritadiça, era o que Ginger esperaria da personalidade dele. Nada parecia fora do roteiro naquele momento. Exceto a própria Ginger. Ela riu ao perceber que ambos os lados eram parecidos.
O trio de confusentos a encarou cheios de sentimentos misturados. Os olhos de Levi pareciam duas fendas de tão apertados a analisando. Se ele estava bravo, Ginger não se intimidou. Ela conteve o sorriso apertando os lábios, apenas por motivos de apaziguação, e desviou os olhos para sua família. Soul estava fazendo a mesma expressão que Levi. As reações iguais desataram uma nova gargalhada de Ginger.
Levi olhou para a família de Ginger atrás dela, sem saber o que sentir. Porque ela estava rindo? Não tinha nada de engraçado acontecendo. Na família de Ginger, Soul parecia ter murchado, mas os outros três não esboçaram nenhuma grande reação. Isaac, finalmente simpatizando com Levi, fez o favor de explicar:
-Ela rir de nervoso e rir em momentos inadequados. É absolutamente normal. Ginger vê graça em coisas pouco convencionais.
A risada de Ginger se acalmou ao ouvir a voz de Isaac, sobrando apenas um largo sorriso residual. Com a mão no estômago, ela virou para seu pai e replicou:
-Ora papai, não fale como se eu não estivesse presente.
E virando-se para Levi, Ginger ignorou a expressão carrancuda dele. Para a surpresa do Blackblood (e da família dela) Gimger inclinou-se sobre ele e aproximou-se do seu ouvido lhe perguntou, em um forte e íntimo tom de segredo, tão baixinho quanto possível:
-Seu incômodo é com a repetição da bronca ou com a bronca em si?
Levi virou o rosto em direção ao dela, ligeiramente inebriado com aquela aproximação, mas muito lucidamente respondendo:
-Com a repetição.
-E essa negligência é sobre o que mesmo?
Ela continuou a perguntar em tom de segredo e pelo canto do olho, Levi percebia a inquietação de Eleonora. Eles realmente estavam muito próximos e Levi concluiu que Ginger estava alheia a esse fato. Ela não era provocadora e resolvia a maior parte das questões com algum tipo de praticidade sincera que Levi achava desconcertante. Exceto quando o assunto era indumentária. Indumentária nunca era tratada com praticidade por Ginger.
De qualquer modo, com a pergunta de Ginger, Levi relembrou o gosto amargo e difícil de digerir da própria vergonha. Gosto esse que se destacou frente a figura de Ginger, com toda sua afetação e delicadeza. Cruzar a cidade para vê-lo não era nem um pouco adequado. Uma coisa era uma Soul da vida, que era intrépida e quase intimidante, ou a Nigth, com seu jeito apocalíptico. Elas se viram sozinhas tranquilamente. Levi conseguia imaginá-las escondendo algum tipo de arma nos bolsos ou até às exibindo claramente, enquanto fingiam costume. A própria Eleonora parecia inacessível e Beverly claramente era fruto daquela árvore, ambas tinham um tipo de brilho afiado nas pupilas, em que só um maluco tentaria mexer com alguma delas. Já Ginger parecia precisar de um suporte. Levi conseguia vê-la completamente perdida com qualquer imprevisto. Perdida e vulnerável. Ele engoliu aquele sentimento sufocante que brotou em seu peito.
-Não há mais necessidade de você ir à minha casa em minhas folgas. Eu vou vim vê-la.
Levi ignorou o pigarro em sua garganta ao responder a Ginger. O rosto dela expressou surpresa, mas nenhuma resistência, e seus olhos pareciam cristais quando ela concordou com um simples “tudo bem”.
Com isso a família de Ginger, por hora, não tinha o que reclamar e não poderiam insistir nas reclamações passadas, pois o problema estava resolvido. E com a promessa do príncipe seria necessário que ele a quebrasse antes de qualquer cobrança. De qualquer modo, mal havia espaço para a interferência deles enquanto aqueles par interagiam com intimidade cautelosa.
Já que não tinha mais discussões, foi decidido que passou da hora de comerem, o que na opinião de Ginger explicava todo o mau humor e irritação na sala. O jeito perfeito de começar uma briga era tentar resolver um problema de barriga vazia. Ginger admitia que não sabia o que faria se Levi e sua família entrassem em uma briga irreconciliável. Certamente seria mais fácil para Levi achar uma nova noiva do que ela achar outro noivo. Isso sem contar que esse noivo hipotético poderia ser um ser humano desprezível e completamente desagradável, o tipo de situação que a obrigaria a se alistar.
Levi finalmente viu a sala de jantar. Como aquela era uma propriedade de seu pai ele já a conhecia, assim como toda a casa. Corria por aqui com Abraham, estando a casa ocupada ou não. E geralmente não estava. Éden recebia pouquíssimas visitas, e a que recebia constantemente eram de seus pais, que preferiam ficar na casa principal, perto do filho e dos netos. Quando os anciãos queriam privacidade voltavam para a própria casa, do outro lado do mundo. Do mesmo jeito que vinha, eles iam.
A casa não estava intacta com a presença dos Garden, até porque era impossível que isso ocorresse. Era evidente o quão confortável eles estavam ali. Havia vasos de flores por todo o canto, cestas com novelos coloridos e agulhas de costuras embaixo de bancos, ou perto das poltronas, e livros empilhados aqui e acolá. Era uma bagunça organizada, mas ainda assim uma bagunça. E não havia nenhum constrangimento ali, os Garden sentiam-se muito confortável na casa das visitas. A reforma da mansão do conde ainda estava em andamento e era pouco provável que terminasse antes do casamento. Era preciso fazer todo o tipo de adaptação para que Isaac conseguisse se locomover e viver ali. E para somar a demora, todo o telhado precisava de reforma. A ala das visitas estaria ocupada por um bom tempo.
Os Garden se arranjaram como sempre: Isaac na cabeceira da mesa, Eleonora do lado direito e Soul do lado esquerdo e as gêmeas de frente uma para a outra. Uma imagem perfeitamente simétrica, sem espaço para um sexto. Levi ficou em dúvidas sobre onde ele se sentaria? Na cabeceira ou ao lado de Ginger? Em casa, Ginger assumia a mesma posição que sua mãe, ao lado dele, que sentava na cabeceira da mesa, mas a mesa da casa de visitas era ridiculamente longa. Para reuniões diplomáticas e jantares cheios era perfeita, mas seu valor se perdia em refeições familiares, onde metade da mesa ficava vazia.
Ginger que observava discretamente Levi depois daquele bem vindo anúncio, percebeu sua confusão. Não sabia o porquê ele estava confuso, mas sabia que estava confuso. Ela o chamou para sentar-se ao seu lado e ele o fez sem nenhum porém.
-Então, agora que foi resolvido o problema das visitas unilaterais da minha filha a você, Alteza, quando será formalizado o noivado?
Isaac perguntou no meio da refeição, enquanto a boca de Ginger ainda estava cheia de comida. A sua família realmente se preocupava com todo o tipo de coisa que não repousava na cabeça dela. Ir para casa de Levi era um incômodo, mas nada que motivações nobres como fazer roupas não resolvessem, mas o noivado… Ah, o noivado nem era uma questão na cabeça de Ginger. Em alguns momentos ela sequer lembrava de Levi, quanto mais que estava noiva dele. Era esse um sintoma de casar por conveniência ou Ginger só era uma exceção mesmo?
De qualquer modo, Levi não demonstrou nenhuma surpresa com a pergunta repentina. Considerando o cuidado da família com Ginger, a cobrança por oficialização viria a galope, afinal, para ela, era uma questão de vida ou morte, enquanto para Levi era só uma questão de urgência. Ele só não esperava que a pergunta surgisse de Isaac, que era o menos combativo de todos ali, exceto por Beverly. No final das contas, ele ainda era o pai de Ginger e possivelmente a colher de chá que Levi recebeu era creditada a amizade de Isaac com o Éden do que a qualquer tipo de reputação de Levi.
-Os documentos já foram enviados. O que falta é a confraternização entre as famílias, mas considerando o aumento dos ataques ultimamente, temo que não seja de bom tom fazer uma grande festa.
Levi respondeu ao sogro com seus olhos viajando entre Isaac e entre Ginger. Ele temia que ela pudesse se decepcionar com a falta de pompa no noivado deles. Os Blackblood não casavam um deles há décadas, mas o momento não parecia adequado para festas. As zumbificações espontâneas ficaram cada vez mais frequentes nos últimos dias e Levi temia que não fosse culpa apenas da barreira. Muitas pessoas adoeciam repentinamente e muitos ataques fulminantes aconteceram nos últimos dias. A população não tinha entrado em pânico ainda, mas rumores já corriam e ânimos se exaltavam. A última coisa que uma população desesperada e inflamada receberia bem era uma festa de noivado cara e pomposa. E One Hall era como palha quando assunto era pegar fogo e vestir violência. Levi não queria ser a faísca disso.
Ginger não pareceu decepcionada, apesar de ter sentindo um nó no peito. Ela não pretendia noivar de novo e queria fazer um evento memorável. Não era seu sonho de vida, nem nada do tipo, mas gostava de comemorações, que eram incomuns em seu cotidiano, e aquela seria a festa de um marco em sua vida. Sua questão se tornou sobre qual era o significado de grande festa para Levi. Como não tinha amigos, as festas que Ginger participava eram as de sua família, que tinham muita comida, cantorias e conversas, mas nunca eram lotadas de pessoas. Não parecia ser uma descrição de grande festa. Ela também não gostava tanto assim de socializar, a melhor parte das festas era a comida.
Não deixando sua expressão se abater, ela sorriu conciliadoramente para Levi, consolando-se sobre os tempos difíceis que viviam. Só precisava de sua família e de comida no final das contas. E uma comemoração pomposa em tempos tão delicados era uma ideia desagradável. One Hall tinha a cultura de não se envolver muito no luto alheio, pois incorria o risco da sociedade viver em luto e eles não precisavam de um constante lembrete da existência da morte, porém, nos últimos dias muitas pessoas perderam alguém e o luto social era inevitável.
-E tem data para isso?
Continuou Isaac seu interrogatório. A ansiedade dele para que esse assunto fosse resolvido era igual a de Éden, mas a motivação era diferente. A preocupação de Éden era coletiva e a de Isaac era individual e ele não se constrangia em ter interesses egoístas nesse assunto. Qualquer um que tivesse trabalhado contra os mortos conhecia essa sensação mesquinha de querer fazer o possível para livrar a prole da guerra. Isaac não conseguiu fazer isso com Soul, que era aventureira e queria ver o mundo fora das muralhas, nem com Beverly, que sentia que precisava usar seus dons onde eram necessários, mas Ginger era diferente. Não fale sobre atrair os mortos, coisa que obviamente era culpa da linhagem dele, Ginger sequer ficava consciente o suficiente para conseguir se esconder, incapaz de fugir, incapaz de lutar, apenas uma ovelhinha pronta para o abate a qualquer momento.
Levi claramente não tinha uma data. Ele tinha perdido o senso de urgência completamente depois que sua avó começou a sua estadia na cidade. As hordas imensas surgindo do nada dentro da cidade voltaram a ser uma raridade, ao invés de uma constante. Então com sinceridade, mas um pouco constrangido, ele respondeu:
-Em breve.
-Em breve não é uma data.
-Senhor Garden, minha avó está na cidade, o que significa que não é mais tão urgente quanto antes. Acredito que seja um bom momento para eu e Ginger nos conhecemos melhor.
-Você ainda não sabe se quer casar com minha filha.
Replicou Isaac, fazendo com que todos os olhos na mesa encarassem Levi.
Naquele momento o príncipe queria dizer que não queria casar com Ginger. Aquela era uma família de tubarões e não deram um respiro sequer para ele. Eram perguntas e mais perguntas, interrogatórios e mais interrogatórios. Não conhecia ninguém que aceitaria tanta pressão e questionamento no primeiro encontro e tinha que admitir que não era carismático ou sociável o suficiente para quebrar aquele clima horroroso que tinha sido formado a partir do momento que ele colocou seus pés naquela casa. Levi sentia que queria desesperadamente desistir do noivado.
Ele poderia, se quisesse. Seu pai possivelmente arrastaria Abraham de volta para resolver o problema do noivado com Beverly, Nigth e Dawn seriam pressionados a adiantarem o casamento ou então, no caso mais extremo, Éden deixaria seu luto e casaria novamente. Certamente seria mais fácil do que Levi se casar. Sua família não o obrigaria a nenhum sacrifício. Mas tinha a Ginger… E Ginger não sobreviveria aos três anos de recrutamento.
Levi a olhou, sentada do seu lado, a única que não o estava encarando. Ela apenas continuou a olhar para seu próprio prato, mexendo na comida com a colher, cabisbaixa. Rejeitá-la por birra, apenas para contrariar a família dela, seria cruel. Afinal, ele não tinha grandes problemas com Ginger e depois das pazes não ditas após o contato inicial hostil, ela se mostrou muito mais tranquila do que ele sonhava em imaginar. Era um pouco fora da casinha, mas tranquila.
-Vocês estão me hostilizando desde que pus os pés nesta casa. Eu tenho certeza que é melhor que Ginger e eu tenhamos mais tempo juntos. Assim como, o que vai me custar muito e não tenho vergonha de admitir, vocês precisam me conhecer. Temo que a paz que tanto prezo morreria se toda vez que nos encontrássemos fosse como hoje. E será improvável que o casamento seja bem sucedido com tamanha desconfiança entre nós. É isso o que eu sei.
Respondeu Levi, quase se congratulando por tal inspiração de paciência e racionalidade. De paciência, ele certamente precisaria de mais do que isso e tinha que admitir para si que dependendo da reação dos Garden o noivado estaria por um fio pendurado sobre um penhasco. Um fio chamuscado. Nesse ritmo, era mais fácil ele voltar para o exército, grudar em Ginger como uma sombra e a proteger por três anos do que casar com ela. Família difícil. Ele se conteve para não jogar na cara deles que quem estavam na pior eram eles.
Para sorte do noivado, Isaac apenas acenou com a cabeça. Pelo menos paciência o homem tinha.

Comentários
Postar um comentário