Capitulo Dois – Zoey
Quando
a garota desconhecida desmaiou a primeira coisa que pensei foi: pronto! Mais
uma confusão para essa merda de dia. E ainda nem é meio dia. A causa do meu mau
humor crônico é simplesmente um avião de Master Great ter caído na nossa amada
floresta. O problema não foi o avião em si ter caído, mas o fato que o avião
vinha Master Great, o país em que o tirano Hazazel Apache controla com mãos de
ferro, e que estamos em guerra. Ou seja, eu tive de sair mais cedo da cama para
fazer parte da equipe de apoio. Não tive tempo nem de comer, por que, se tiver
sobreviventes na floresta vamos ter que trazer-los como prisioneiros de guerra.
Não é nada pessoal. Pelo menos da parte do pessoal de Onyx, o nome que deram a
cidade Base da Resistência, por que da minha parte e da minha família já é algo
bastante pessoal. Digamos que o Clã Apache e o Clã Blood, têm questões bem mal
resolvidas. E que os Apaches sequestraram minha tia Beverly a uns quinze a
dezesseis anos atrás. Eu nem tinha nascido ainda, mas as dores da minha família
são minhas dores. E um Trouble, uma das famílias que faz parte do Clã Apache,
já tentou me matar quando eu era pequena. Essa guerra em parte é movida por
rancor pessoal. Minha família contra os remanescentes de Drakon Apache.
Aspen
pegou a garota desconhecida antes que eu pensar-se em piscar. Por ser humano
até a ultima gota, a única explicação para Aspen ter sido tão rápido em
socorrer a garota estranha era que ele teve um surto de adrenalina. Bem raro
para o sempre calmo Aspen, que quando acorda de manhã fica bem mais irritante
que eu. O Aspen é a jóia rara de nossa coroa. Para ele não bata ter a
exclusividade de ser humano, como ter que ser genial em tudo o que ele inventa
de fazer, ter QI acima da média, e ser muito gato. O único defeito que o Aspen
tem a ver com a saúde dele, mas de vez em quando até ele mesmo esquece que tem
sérios problemas e saúde. Ah, e é claro, o fato de que é um pouco metido. Mas
não é pra menos. Os mais próximos de Aspen sabe bem do que esse garoto passou
para conseguir ficar vivo. Ele tem uma historia de amor e ódio com os sadics. E
ela é bem longa.
–O
que deu nela?
Pergunta
meu curioso primo Zayn. Ele é um pouco ingênuo e muito simpático. Mas isso não
significa seja menos experiente. Os Wolfs, a espécie de Zayn, têm algumas
peculiaridades dignas de filmes, como ter a mente interligadas com os Alfas.
Zayn é filho do Alfa Primórdio Supremo Cam Blood. Digamos que é um dos baitas
privilégios que um sadic pode ter se for um Wolf. Mas se for o filho mais novo,
não tem gene Alfa que resista. E Zayn tem tantos irmão e irmãs quanto eu. Mas
nossas mães nem parece que tem muitos filhos. Na verdade elas nem parecem que
tem filhos. Minha mãe mesmo parece que tem vinte cinco anos, quando ela tinha
vinte e cinco anos ainda era inicio do século passado. Auto regeneração é algo
bem comum na minha família. Eu puxei isso dos meus pais.
–Acho
que isso significa uma coisa: CCEC.
Responde
Aspen passando o corpo desacordado da garota pela passagem que da a entrada da
base. Ele olhou para mim e sorriu traquino. Logo entendi a brincadeira. Zayn
não é muito ligado em termos técnicos ou siglas. Aspen é do tipo que gosta
muito de prega peças nos mais desatentos ou desinformados. E por incrível que
pareça Zayn conseguia ser os dois.
–O
que é isso?
Ingada
o lobinho de fios loiros confuso, como se era de espera. Prendo um sorriso que
iria se formar em meus lábios e me finjo de séria.
–Colapso
de corpo extremamente cansado. Simples, não?
Respondo
aproveitando para dá uma alfinetada. Zayn tinha que realmente começar a se
informar. Afinal, conhecimento é vida.
–É
isso? Eu pensei que era algo mais grave.
–Por
sorte, nada que uma boa noite de descanso e um belo soro não resolvem.
Informa
Aspen olhando estranhamente de mais para a garota desacordada. Conheço Aspen
desde que de ele era um pirralho perdido e confuso quando chegou aqui, mas
nunca vi essa expressão nele. Era uma mistura de confusão e encantamento. Tipo
a expressão que meu pai usa com minha mãe quando ela faz algo impressionante. É
inacreditável. Meu melhor amigo coração de pedra Aspen Scant está apaixonado. E
é a primeira vista! Para o mundo que eu quero descer. Não acredito que estou
viva para ver isso. O cara mais calculista, informado e racional que eu conheço
esta prestes a ter a primeira aventura que ele não tem a menor experiência.
–Que
cara é essa, Aspen?
Pergunto
abrindo passagem para ele passar com a milagrosa estranha. Aspen me olha de
maneira ainda mais confusa. Agora fiquei com pena. A criatura nem sabe o que
vai passar em breve. Segundo minha mãe, a paixão é como ser atropelado por um
carro. Se você não morrer fica com sequelas para o resto da vida. Segundo ela,
é a pior e a melhor coisa que pode se acontecer com alguém.
–Que
cara?
–Essa
de encantamento.
–Você
esta pirando realmente.
–Estou
é? Qualquer um que te conheça sabe bem que você não olha encantado para nada.
Se cuidar viu, criatura? Ou vai acabar acordando de manhã e descobri que esta
totalmente depen...
–Zoey
Valentine Blood Garden, onde a senhora estava?
Pergunta
minha mãe Angel, um furacão loiro vindo em minha direção com toda sua força, e
eu pequena e perto da Angel Blood, sou incapaz de fugir.
–Estou
indo Zoey, essa garota precisa de cuidados.
Avisa
Aspen indo em direção da enfermaria. Zayn me dá um cumprimento com a cabeça e segue
Aspen como um cãozinho segue o dono. Quer dizer, Zayn é tecnicamente um, mas
ele só segue o Aspen para lá e para cá por que Aspen é o tutor de Zayn. Melhor,
Zayn um dia vai ocupar o lugar de Aspen no grande comando e ele precisa saber
fazer tudo que Aspen sabe. O afastamento de Aspen vai ser algo difícil de
adiar. Ele é um grande teimoso e seus problemas de saúde apenas evolui. Segundo
Aspen, Zayn não vai ficar muito tempo com essa responsabilidade. Parece que ele
está treinando outra pessoa para ficar em seu lugar. Ele só insiste em não
dizer quem é.
–Patrulha
lembra?
Pergunto
dando um sorriso amarelo para minha implacável mãe. Digamos que desde que eu
inventei de ir aos penhascos gélidos do sul e torci o pé, minha mãe se tornou
super cuidadosa comigo. Agora se eu vou ao armazém, tenho que informá-la. Se eu
não fizer isso, a chance de ser proibida de treinar cresce de 60% a 99%. Nem me
impressiona mais. Minha mãe foi contra eu aprender artes marciais desde o
inicio. Se não fosse pela tentativa de assassinato que sofri, ela não
permitiria.
–E
quem te permitiu ir?
–Eu...
Digamos que fui obrigada, sabe, me tiraram da minha cama cedo.
–Não
sei não, Zoey. Melhor, a única coisa que sei é que você poderia ter morrido e
eu nem saberia. Eu ficaria preocupada até algum filho de Deus vim me contar que
você tinha morrido, e eu já perdi seu irmão, não perder você também.
–Mãe,
eu também sinto falta do Niall, mas a senhora ainda tem o Bryan, o Berry, o
Justin e uma penca inteira de filhos. Não vai perder todos ok? Só confia em
mim.
–Cada
filho é um, e eu confio em você, não confio no Hazazel, nem no Derek! Eles
podem tentar algo contra você, e eu não sei se vou aguentar.
–Mãe,
eu também te amo.
–Não
me invente mais uma dessas.
Adverte
ela, me abraçando e beijando minha bochecha. Mães são criaturas únicas! Do tipo
que dão declarações de amor enquanto brigam. Apesar de que com meu pai ela é a
mesma coisa. Se não pior. Quer dizer, ele é bem mais paciente do que eu, mas é
a idade. Meu pai tem quase duzentos anos.
–Ah,
a Emma mandou te avisar para quando eu te achar e procurar ela.
Avisa
minha mãe, me dando um ultimo beijo na bochecha e voltando a auxiliar as
tropas. Emma é como dizem os antigos, minha BFF. A minha melhor amiga para toda
a eternidade. Somos muito discretas quanto a isso, mas nós conhecemos desde que
éramos duas nanicas sem nada o que fazer. Temos um relacionamento de pura cumplicidade. Emma é a paciência, a calma e a graciosa, e eu sou a toda ao
contrario. Então quando uma precisa da outra é só chamar. Mas não é tão fácil
assim, por que cada uma é muito ocupada e nem sempre pode atender. Fui à casa
da mãe adotiva de Emma. A dona Carmem, a chefe das damas da luz sempre faz uma
careta quando me vê, mas dessa vez foi diferente. Ela parecia preocupada.
–Que
bom que você apareceu loirinha das trevas! Estou preocupada com a Emma.
–Serio?
O que a santa não fez dessa vez?Pinchou o muro? Matou o gato? Está namorando
escondida?
–Não!
Graças a Boreh, nada disso aconteceu! Mas a Emma foi dá banho na Emily e não
voltou ainda.
–E
está insinuando que...
–Talvez
ela tenha ido para a lagoa.
Completa
Carmem. Ótimo! O pingo d’água do meu dia. Minha melhor amiga inventa de dá
banho na meia irmã mais nova bem na lagoa mais próxima da queda do avião. Eu
sabia que ia sobrar para mim.

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