Capitulo Quatro – Emma
Quando
minha loba preferida, Gwen, uma das minhas melhores amigas, apareceu em sua
forma branca, linda, de olhos azuis celeste, do nada e pulou em cima do lobo
negro de patas brancas o tirando da minha direção, juro que gritei Aleluia.
Sinceramente, achei que iria morrer. Os sadics estranhos me capturaram e
insistiam em me fazer revelar onde está a civilização mais próxima. Mas
infelizmente, para eles, a civilização mais próxima é a Base. E eu não
confiaria nesses três nem uma agulha quebrada quanto mais à civilização do meu
lar. Como eles não viram a Emily, mandei que ela buscar-se ajuda. Como estou
tentando me livrar das cordas improvisadas deles, estou enrolando desde que me prenderam
a esse tronco. Por sorte, meu irmãozinho mais velho Vinicius me deu um pequeno
estilete para colocar de baixo da luva que uso para lá e para cá por causa da
luz. Aproveito a distração que a Gwen causa e pego o estilete me cortando um
pouco. E começo a tentar corroer as cordas com luz ofensiva. O sadic presai de
olhos cinza olha para mim confusa depois de vê o seu lobo Alfa brigar com outra
loba Alfa, tão habilidosa quanto.
–O
que significa isso?
Pergunta
ele, voltando a me ameaçar com aquela adaga de trevas.
–Que
eu sou uma pessoa popular?
Respondo
aproveitando para tirar uma lasquinha da confusão dele. Pelo jeito a Zoey está
conseguindo me influenciar. Numa situação dessas inventar de fazer piadinhas?
Meu Deus! Isso com certeza não sou eu. Minha resposta não deixa aquele Lorde
Dark muito feliz. E se não fosse pela Zoey que apareceu na minha frente e
segurara a adaga negra alguns centímetros perto do meu rosto, eu seria uma
morta agora.
–Sabe
amiguinha, é nessas horas que você usa seus truques secretos de dama da luz.
Aconselha
Zoey, rodando a cabo da adaga habilidosamente e encarando o sadic de olhos
cinza. Pronto! O que veríamos agora eram dois monstros lutando. A Zoey quando a
questão é defender não brinca.
–Queria
mesmo matá-la?
Pergunta
Zoey enquanto minhas cordas começam a tora.
–Talvez
não seja da sua conta, intrometidinha.
–Na
verdade é sim e eu não gosto que ameacem minhas amigas, muito menos uma
criatura toda engomadinha como você.
Retruca
Zoey rodeando o sadic, como um predador rodeia sua presa. Ethan, o sadic de
olhos verdes-mar lindos, fica me encarando, tentando entender o que estou
fazendo. Os seus companheiros o chamam de Príncipe, Alteza, e Majestade. Acho
que ele faz parte da realeza de Master, o país vizinho. Ele parece realmente altivo,
prepotente até. È mais paciente do que o companheiro. Mas ainda é um inimigo. E
duplamente. Ele é um Lorde Dark e um inimigo do reino vizinho. Ethan estuda
cada olhar e movimento meu como deve fazer seu pai com Onyx e como seus
antepassados fizeram com os primórdios. Talvez tentando vê meus pontos fracos e
procurando um forma rápida de me tirar do jogo. Por experiência própria, sei
que Lordes Darks são imprevisíveis. Meu irmão mais velho e gêmeo Vinicius é um
na metade do tempo. Ele é pupilo do Lorde Dark, Alef Blood. Acho que para o
Vini, ser pupilo de uma lenda é mais que uma honra. Para mim, pelo menos meu
irmão está aprendendo com o melhor.
As
trevas começam a enrolar nós pés de Ethan. E na minha própria defesa começo a
tirar lentamente as luvas. Não as deixo cair no chão, para não dar aviso.
Convoco minha própria luz e espero para que ela suba dos meus dedos para as
palmas da minha mão e se concentrem lá. As trevas começam a subir até as mãos
de Ethan, se enrola em seus dedos, e se concentra nas palmas de sua mão.
Ficamos um esperando o outro atacar. Antes que eu conseguir-se imaginar, o
Ethan dá o primeiro passo, e dirige as trevas para mim. Minhas mãos ainda não
estavam soltas até o momento, então concentrei a luz na minha frente e aumentei
a velocidade dos meus dedos para me soltar mais rápido. As Trevas tentavam
achar brechas em minha proteção. Quando consegui soltar as cordas, acumulei a
luz novamente na palmas das minhas mãos. Isso fez com que as trevas
conseguirem-se tocar na minha pele. È quase a mesma coisa de ganhar murros, só
que ao invés de ser superficialmente, ela entra pelos poros para fazer uma
bagunça mental e física. Olhei bem para o Ethan envolvido pelas trevas. Tinha
que ter alguma brecha, uma pequena e invisível brecha. E tinha uma perto dos
pés. Rir com a ironia. Carmem sempre me diz para proteger os pés, mas alguém se
esqueceu de dizer isso para lorde Dark na minha frente. Dirigir a luz nós pés
dele, até começar a queimar o couro do sapato e começar a derreter. Quando
Ethan olha para os próprios pés em meio ao que antes era um sapato social caro
de couro preto. Nesse momento ele abre uma brecha perto do pescoço. Dirijo a
luz agora para o pescoço dele. Sem nenhum dó, nem piedade. Isso faz com que
Ethan voe contra a árvore atrás dele. Maravilha! Agora tenho que manter a luz
tão forte quanto agora até para ele apagar. Mas parece que Ethan é um cara
resistente. Ele mantém meu raio poucos centímetros longe do seu corpo. Olho
para Gwen lutando contra Caleb. Seria bem mais fácil se fosse o Cam no lugar
dela, ou a Carmen no meu lugar. A Zoey era indigna de preocupação. Dava mais
pena do sadic de olhos cinza apanhando feio de uma garota de quase um metro e
meio. Ele não tinha nem tempo para respirar. Deveria está cansado, com fome, e
acabado por causa da queda do avião. E a Zoey está em ótima forma. Mas não era
para menos. A Zoey treina tudo quanto é arte marcial desde os cinco anos. Com o
tempo ela aumentou de uma vez por semana a todos os dias, cinco horas por dia.
È impossível um trem desses não ficar espetacular. È tanta disciplina que até
cansa quem olha.
–Gwen,
chama ajuda!
Berro
para a loba branca. Quando ela olha para mim, atinjo Caleb, dirigindo toda a
minha atenção para ele. Prendo Caleb contra uma arvore enquanto Gwen arruma
fôlego. Ela senta e lança a cabeça para o alto dando um uivo que quase fez meus
tímpanos explodir. Não consigo segurar Caleb por muito tempo, porque Ethan
estava solto e me derruba no chão. Que droga! Sempre me esqueço da minha
retaguarda. Mas quem cuida normalmente dela é Zoey e ela está muito ocupada
acabando e sendo acabada. Ethan está em cima de mim, me olhando dentro dos meus
olhos, com aqueles seus olhos verdes-mar se tornando negros e sem brilho.
Sinceramente, Ethan é lindo! Confesso. Ele é tipo lindo de hipnotizante. O
cabelo é branco e bagunçado, e tem algumas ondulações em meio a lisos. O
maxilar quadrado, lábios rosados e carnudos, os cílios volumosos emoldurando os
olhos verdes. A pele branca perfeita, quente e macia. Ficar tão perto dele
agora me deixou paralisada. Não sei o que falar, ou o que fazer. E ele também
estava confuso. Mas nada disso durou por muito tempo porque Vinicius empurrou-
o de cima de mim. Sair do estado hipnótico nesse momento. Foi como submergir
depois de muito tempo dentro da água. Aquela falta de ar inédita e
impressionante que eu não faço idéia de onde veio.
–Você
está bem?
Pergunta
Vinicius. Olho para Ethan sendo imobilizado por um encapuzado de preto. Na
verdade até o próprio Vinicius estava encapuzado, mas eu conseguia reconhecer a
voz dele. Aqueles outros sadics de capuz também deveriam ser pupilos do Alef
Blood. Continuo a olhar para o meu redor. Caleb tinha sido parado pelos Alfas.
Cam estava gritando alguma coisa que não entendo para Gwen, que estava se
segurando para não começar a gritar de volta. E a Zoey estava perto dos pais
bem na dela.
–Emma,
por que está tão vaga?
Pergunta
Carmem, agachando perto de mim. Pelo jeito eu tinha mergulhado em águas escuras
de pura confusão. Era uma mistura de alivio e incompreensão. Vinicius confere
minha temperatura.
–Está
em estado catatônico.
Revela
Vinicius preocupado, tirando o capuz. Era bom vê alguém confiável novamente.
Meu irmão amavelmente me pega no colo, e me leva para uma das macas. Eu ainda
não tinha visto ele nessa semana. Era bom vê seu jovem e bonito rosto
novamente. Talvez nesse momento Vinicius seja a pessoa mais confiável nessa
lareira. Até a Carmem e que sempre passa confiança me parecia assustadora
agora. Por trás dos ombros de Vinicius enxerguei colocando um Ethan desacordado
em uma maca. E isso foi a ultima coisa que vi.

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