Capitulo Três – Gwen
A
única coisa capaz de me fazer largar um café da manhã reforçado para viver uma
grande aventura é quando a sem nada para fazer da Zoey inventa de me fazer uma
visita. Quando ela esta por perto é impossível não se meter em alguma confusão.
Então quando vi aquele cabelo branco brilhando ao longe, a primeira coisa que
pensei foi em fugir. Transformar-me em loba e sair correndo. Afinal, virar um
bicho deve servir para alguma coisa que não seja causar confusão. Mas isso é
quase de família. Fontes internas me disseram que a minha mãe aprontava tanto
que teve meu irmão mais velho aos quinze anos. Nem ela, nem o papai Alfa, nem o
Leon gosta de falar dessa historia. Acho que é por que puxei em minha mãe na
maioria das coisas. Menos em ser uma meio humana normal. Eu poderia ter presas
ou asas, mas não, fui inventar de nascer com os genes do Macho Alfa Supremo. E
junta meus instintos animais com hormônios a flor da pele, e essa é a formula
para ser uma atrai confusão de plantão.
–O
que a Zoey está fazendo aqui numas horas dessas?
Pergunta
meu pai comendo seu décimo pão francês. A parte mais difícil de ser lobo em
meio tempo é que é um pouco difícil manter as energias por muito tempo se não
comer muito. No caso do meu pai, que é tão grande que até assusta, é o dobro de
comida e uma tarde inteira de sono para ter energia para correr de noite e
acumular um pouquinho. No meu caso não preciso comer tanto. Sou uma loba jovem,
então tenho energia de sobra. Assim como um filhote de cachorro. Não que eu
ouse me comparar a um cachorro. Posso até não ter experiência e tal, mas isso
não faz ninguém menos perigoso. A prova viva disso é a própria Zoey. A garota
quando inventa de lutar é uma maquina. Até parece que não sente dor.
–Eu
sei lá.
–Vocês
não planejaram aprontar não é?
–Negativo.
–Graças
a Deus! De confusão já basta àquela matilha.
–Ah,
amor! São nossos filhos lembra? Se não tive os genes C, não seriam nossos
filhos.
–C
de confuso, né mãe? De vez em quando as Alfinhas têm problemas para se controlar,
aí sobra para os subordinados. E para o papai.
Reclamo
má humorada só de pensar em ter que me tornar em lobo e receber toda a confusão
da mente da minha irmã mais velha, Lucy. Sou a Alfa dois, ou a Delta por ser a
segunda menina em minha família. Quer dizer, tem a primeira garota, Ellen,
também, mas ela não puxou nada do lado do meu pai, então não é uma loba também.
E também tem a Victoria, a Lizza, a Jane e todas as outras minhas irmãs
sortudas que não tem quase nada de lobo no sangue. Eu e Lucy, as caçulas, somos
as únicas que são lobas. É claro que tem ainda meu irmão gêmeo Zayn, mas já
sabiam que ele seria um lobo. O pequeno teve a infelicidade de ser o caçula em
uma família de tantos irmãos.
–Já
acordou me alfinetando, Gwen?
Pergunta
Lucy saindo do quarto de pijama de bolinha, com o cabelo loiro todo bagunçado,
e uma cara de sono que até me deu vontade de dormir. A Lucy já sabe o porquê eu
não estou indo com a cara dela de boa. Da ultima vez ela me obrigou com aquele
truque sujo de controle Alfa a pedir desculpas ao namorado nojento dela, por
que o chamei de vagabundo, e isso foi uma grande gota d água. Eu estava
protegendo-a de uma decepção futura e é isso que recebo em troca. E me
protegendo também. Por que tudo o que menos quero é está ligada a uma loba de
coração partido.
–Não
pode se rebelar contra o Alfa, Gwen. É contra as regras.
Adverte
meu pai Cam, fazendo a cara de sério que não era dele. Não sei se meus pais
vêem uma grande vilã quando me olham, mas eles sempre estão protegendo a grande
santa e estabanada Lucy de mim, e isso me deixa extremamente irritada. Acho que
a palavra certa talvez não seja irritada, seja com ciúmes. Ou inveja, eu não
sei. Mas é um sentimento mesquinho, que eu prefiro não senti. È como se meus
pais esquecer-se de mim. Tento pensar que eles não esqueceram que de vez em
quando a independente aqui precisa de um pouco de carinho.
–Contra
o Alfa não, mas contra Alfas descuidadas, aí é outro caso.
Retruco
baixinho. Infelizmente outra coisa que esqueço é que meu pai tem audição de
lobo 24 horas por dia. Cam franze a testa enquanto fica me olhando com firmeza.
Aquela era uma estranha mistura de não saber o que fazer e tentar ser
persistente em algo que sabe que esta parando de funcionar.
–Talvez
seja melhor trocar a Gwen de matilha.
Propõe
minha mãe, estranhando minha estranha mudança de humor. Minha mãe, Caryn Blood,
tem uma sensibilidade incrível para literalmente fareja problemas. Como a Lucy
inventou de namorar escondida, o papai nem sonha qual é a razão do problema de
convivência que se criou entre nós. Ele está crente que é alguma rebeldia da
idade minha. Infelizmente, eu não posso contar a verdade, por que a Lucy é
minha superior. E se a Lucy sai machucada dessa empreitada vai sobrar para mim
também.
–A
Gwen é muito incontrolável, Amor, trocá-la de matilha resultaria em dor de
cabeça tripla. A minha, a do Alfa subordinado e de uma matilha inteira.
–Mas
é algum problema entre elas, eu sinto isso.
–E
por que não contam? Está me escondendo alguma coisa? Lucy, Gwen, é melhor começarem
a desembuchar.
Aconselha
meu pai. Abro a boca para falar, mas Lucy, escorada atrás dele me dá um olhar
de Alfa, que faz minha garganta fechar. Olho de novo para meu pai ainda
esperando e faço a primeira coisa que vem a minha mente para me livrar da
pressão dos dois Alfas, levanto apressadamente da mesa, derrubando cadeira e
tudo mais, e desço correndo as escadas. Mas infelizmente minha prima amada Zoey
aparece bem na minha frente, quando eu iria sair correndo para bem longe.
–Ah,
Zoey, você não tem nada para fazer?
Pergunto
irritada descontando toda a minha confusão e fúria na pobre, não tão pobre,
Zoey. Por sorte ela leva de bom humor o que eu disse, por que com a Zoey é
assim, se alguém tem problemas pessoais e desconta nela, ela leva na boa e até
faz piadas. Essa é a criatura mais imprevisível da face da terra.
–O
que foi que te mordeu lobinha? Sua irmã? Vocês têm que parar com isso ok, ou
vão acabar mordendo pessoas normais e inocentes que só estão passeando atrás de
confusão.
–Zoey,
meu pai está furiosos comigo, é melhor eu não me meter em confusão por
enquanto.
–Você
tem a confusão em pessoa em sua própria mente minha querida, o restante é
apenas meras aventuras perto da boba da Lucy. Imagina ficar dando sopa e pão
para aquele pegador de plantão do Ian. E depois vai sobrar para você, viu?
–Falou
a senhora tudo sabe, mas me diga o que perdeu aqui?
–Minha
parceira do crime.
Responde
Zoey com aquela cara de traquina dela que me dá medo. Mas não existe mau humor
que um bom extrato de adrenalina não resolva. E eu não consigo resistir ao
perigo. Viciados em adrenalinas são um caso sério.
–Que
crime?
–Eu
sabia que você não resistiria, mas não é exatamente um crime, vamos a uma
missão de resgate.
–
De quem, superintendente?
–A
Emma foi dá banho na pirralha da Emily e não voltou ainda.
–E?
Pergunto
não entendendo aonde Zoey queria chegar com essa de perigo. Até pelo o que eu
sei, não há nada perigosos na lagoa. Até rasa aquela coisa é, quanto mais. A
não ser que alguém tenha aprontado com algum produto químico perto da lagoa e
ferrado de vez com o meu ex-lugar secreto preferido. A Zoey abre a boca em
exclamação. Não consegui entender por que estava tão surpresa.
–Você
ainda não sabe?
–Do
que?
–Um
avião de Master caiu por aqui.
–Tinha
tripulante?
–É
esse o perigo, a Emma é totalmente contra violência, acho que se o avião tiver
um tripulante louco, vai ficar um pouco difícil para nossa Dama da Luz
preferida se defender. Ela pode ser capturada.
–Então
vamos à lagoa!
–Só
se for agora.
Concorda
Zoey. Aproveito um pouco da irritação que os Alfas me deram ao me darem ordens
contraditórias, e a transforma em energia e motivação para liberar,
literalmente, minha loba interior. Ser loba é mais fácil do que ser mulher. E
com a Lucy fora da minha cabeça fica melhor ainda. Vamos correndo em direção a
lagoa. Zoey pelas arvores e eu pelo chão. Estávamos torcendo para que a Emma
estivesse sentada na areia, com seus óculos de sol, muito protetor na cara,
olhando para a irmã de cinco e cinco segundos e tentando ler um livro nesse
meio tempo. Se tiver algo que tenho certeza é que essas duas presais são a
minha verdadeira matilha. Elas me apóiam, não me fazem sentir dor e me dão
puxões de orelha quando necessário.
Infelizmente,
quando chegamos perto da lagoa, não vimos Emma, ou Emily. Droga! Espero que
Zoey esteja errada. Perder Emma seria triste mesmo. Ela é a racional e sensata
do grupo. Seriamos um quebra-cabeça sem uma peça. Sigo o rastro de Emma. É até
fácil, por causa do cheiro que um presai tem. É uma mistura doce e cítrica.
Como morangos com laranja. Mas chega um momento que o rastro fica com cheiro
forte de mais para um único presai. E tinha hormônios masculinos no ar.
Testosterona pura. Continuo seguindo o cheiro cada vez mais forte, até
finalmente achar-la. Junto de Emma estava mais dois presais e um lobo Alfa de
pelugem negra e patas brancas. Os presais eram loiros, de cabelos bem claros,
quase brancos, um deles era maior do que o outro apenas alguns centímetros, e
estavam todos acabados por causa da queda do avião. O maior, de olhos cinza
azulados misteriosos ameaçava uma das minhas melhores amigas com uma adaga. Vê
se uma criatura dessas tem juízo. Apesar de que o cheiro do Alfa encobria o meu
e o de Zoey, que me fez sinal de silencio. O outro loiro presai, que tinha
olhos verdes- mar pedia calmamente para o de olhos cinza se controlar. A Emma
parecia indiferente, e olhava para o vago. Procurei Emily, mas parecia que Emma
conseguiu fazer à pequena presai fugir ou a escondeu. Concentrei-me no meu
próprio problema, o Alfa. Ele era grande por ser macho e por ser um Alfa. Mas
como não somos da mesma matilha ele não poderia me parar. E eu sou uma boa
lutadora. E sei chamar ajuda como ninguém.
–Caleb,
convença a dama da luz a falar.
Ordena
o presai de olhos cinza. O Alfa de olhos cinza tempestade, que estava deitado
lambendo as patas alvas como a neve, levantou a grande e peluda cabeça de lobo.
Ele tinha o focinho um pouco menor do que dos meus irmãos. Olhou um pouco para
minha melhor amiga, levantou majestosamente e fez uma posição bem conhecida por
mim. A de ataque. Olhei para Zoey que batucava com os dedos no tronco que nós
escondíamos. Ela começou a contar baixinho e com os dedos. Um, me coloquei em
posição para pular. Dois, mirei no meu alvo. Três, esperei o Alfa pular. Agora!
Pulei, derrubado o Alfa.

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