Capitulo Doze – Emma
Quando
Gwen beijou Caleb bem rapidamente, como se por um nonagésimo de segundo ela não
fosse mais ela, eu tinha certeza que nunca lutaria por nada que Ethan pegar-se
e fosse meu. Ethan congelou do meu lado, e Cyrus parou de ler o livro só para
olhar a reação de Caleb, que parou de se mover. Ele não tirava os olhos
cinzentos arregalados de cima do rosto avermelhado de Gwen. Eu também não sabia
o que fazer, na verdade, eu estava muito mais paralisada do que qualquer um
nessa sala. A Gwyneth beijou o Caleb. Zoey começou a rir do nada, olhando parar
uma cena tão séria.
–Qual
é a graça?
Pergunto
antes de qualquer um. A Zoey apenas me dá um olhar maroto tão rápido que até
achei estranho. Como se ela guardar-se um segredo sobre esse beijo. Do jeito
que Zoey é ela deve está mesmo.
–Com
o que vocês estão tão impressionados? Isso é biologia básica.
–De
que mundo?
Pergunta
Ethan com aquele mau humor crônico dele. Zoey faz um laço no cadarço de um dos
coturnos dela, e dá aquele sorriso de sabe tudo que só ela sabe dar. Que a Zoey
é uma garota estudiosa todo mundo sabe. Mas ninguém imaginava que ela sabia
alguma coisa de biologia que eu, ou Gwen não saiba. Afinal de contas eu estudo
nada menos do que enfermagem.
–Do
nosso, bobinho. Só que no caso dos dois ali, tem algo chamado de TPC entrando
em ação.
–O
que é TPC?
Pergunta
Caleb voltando à vida e saindo de cima de Gwen, que suspira aliviada. Acho que
nunca mais ela vai cair nessa bobagem de novo. De beijar o Caleb.
–Gwen,
amiguxa, me diga, que dia é hoje?
–Quinta,
23... E esqueci.
–Se
eu fosse você saia logo daqui antes que desça.
–É
você tem razão.
Concorda
Gwen, levantando, pegando sua muletinha, e esperando a porta abrir de ré. Na
verdade, a porta não abre, e ela tem que virar para fazer o reconhecimento,
então sai. Depois disso olho para Zoey procurando respostas. Nunca ouvi falar
de TPC na vida.
–É
Tempo Para Conceber.
Responde
Zoey para a compreensão geral. Gwen estava naquela época em que Alfas de
matilhas diferentes acabam ficando loucos. Ou ela fica louca. Normalmente é
nessa época que Gwen descobre por quem ela se sente atraída verdadeiramente ou
não. E pelo jeito Caleb é um candidato promissor. O pretendente de Gwen, rir
nervoso antes de ficar vermelho como um pimentão maduro.
–Sabe
o que isso significa?
Pergunta
Ethan torcendo a barra da camisa, que acabava subindo um pouco. Consigo ver o
abdome malhado dele, mas paro de olhar por ser uma combinação até perigosa com
sua face. E ele dava um olhar e outro para mim, que me deixou mais vermelha do
que o sangue.
–Bebês?
–Você,
longe da Gwyneth!
–Affs!Fala
como meu pai.
–Estou
apenas nos evitando uma grande, grande confusão.
–É
pode até ser, mas a minha não se comparar a que você está arranjando enquanto
deseja uma das pupilas de Carmem. Ela é a Perséfone e você o Hades, isso não
vai dá certo.
Retruca
Caleb esquecendo completamente que eu estou aqui. Não que eu seja tão desejável
a ponto do Ethan se interessar por mim, mas eu ainda sou uma pupila de Carmem.
E se a tal garota for uma das minhas colegas, eu ainda vou conhecer. Ethan me
dá um olhar rápido e depois começa a discutir com Caleb em outra língua. Sento
perto da Zoey que já olhava para o relógio de dois em dois segundos como se
pudesse fazer o tempo passar mais rápido. Estávamos sentadas perto da parede
contraria as camas. A cela por si só era assustador, mas perto dessas criaturas
bipolares, que são interessantes a ponto de serem sedutoras, e perigosas a
ponto de ser medonhas, eu poderia sentir a aura de perigo duplo só de está
nessa sala. Perigo de vida e perigo de coração. Posso sentir que ao mesmo tempo
em que eles podem nós matar, também podem nós fazer ficar perdidamente apaixonadas.
Não me sinto confortável com a idéia. Até por que as pupilas de Carmem estão
proibidas de se apaixonarem por humanos e por lordes darks. Ano passado, a
Carmem mandou embora uma garota porque ela engravidou de um dos pupilos de
Alef. Não que isso vá acontecer comigo, mas já houve casos de Carmem ter
descoberto casais com suas pupilas e pupilos de Alef, e ela mandou embora as
garotas. Ela tem horror à idéia de uma pessoa do lado de Alef entrar em sua
casa. A não ser que essa pessoa seja o próprio Alef ou o Vinicius, que de vez
em quando vai nos visitar. Então qualquer envolvimento meu com o príncipe
sombrio sedutor está incondicionalmente fora de cogitação. Ou Carmem vai me
colocar para fora sem dó em piedade. E eu não vou ter para onde ir.
–O
tempo parou?
Pergunta
Zoey olhando novamente para o relógio dela, e batendo no vidrinho. O desespero
da Zoey era pelo mesmo motivo do meu desespero. Um loiro do mal de olhos
intensos e sorriso sedutor. Cyrus mesmo olhava para Zoey sempre que ela
levantava os olhos. Ele estava bem de boa na dele, lendo um livro grosso de
física quântica. O meu problema, Ethan, era ainda mais calmo e chegava até ser
frio. Ele dava umas indiretas de vez em quando, mas não eram nada claras.
Sempre usava certa, ou pupila de Carmem. Poderia muito bem ser sobre qualquer
colega minha. De vez em quando ele e dava uma olhada rápida, e sempre me pegava
o olhando também. É como se ele estivesse interessado e ao mesmo tempo não.
–Por
que a pergunta?
–Parece
que nunca dá cinco da manhã. Estamos exatamente ás quatro e cinqüenta e nove da
matina. Deveria já ter dado cinco da manha!
–O
tempo deve está de brincadeira com nossa cara.
Digo
bocejando. Quando eu chegar-se em casa a primeira coisa que vou fazer é cair na
minha cama, para levantar apenas depois da hora do almoço. Afinal, eu tenho
treinamento mais tarde. Posso até não ser muito boa e um pouco fraca, mas tento
compensar isso em dedicação. Claro que eu não participo dos treinos de danças,
por ser desastrada. Todo mundo deixou bem claro que sou exatamente uma negação
para dança. Então normalmente vou desenhar ou escrever no diário, por isso
também acumula pontos. É nessas horas que desejo incansavelmente que minha mãe
biológica não tivesse me rejeitado. A Carmem disse que ela foi embora depois de
nós entregarmos para o orfanato, e mandou não deixar que nós a procurar-se. Ela
não queria esse tipo de aborrecimento.
–Aleluia!
Berra
Zoey levantando em um pulo. Espreguiço-me e começo a levantar também. Consigo
até ouvir minha cama me chamando. Assim que levanto, a porta se abre. Os
próximos vigias seriam ninguém mais, ninguém menos do que os pais da Zoey, e
Alef Blood. Quase que automaticamente faço a reverencia aos três. Afinal, eles
eram nossos heróis. Nossas lendas vivas. Zoey por ser parente não precisa fazer
isso. Ela simplesmente abraça os pais, feliz da vida. Dou uma ultima olhada
para os três. Pareciam que tinham sido atingidos por uma bola de mal humor.
–Mãe!
A Emma pode dormi lá em casa?
Pergunta
a Zoey delirando. Angel olha para Dexter que olha para cima. Dou um beliscão na
Zoey. Como assim pedir para eu dormi na casa dela sem pelo menos me convidar
para dormi na casa dela? Essa Zoey é confusa da cabeça. Isso sem contar que eu
tenho que pedir para minha mãe também.
–Pode
desde que não acabem com nossa casa. E avisem para a Carmem.
–Ok,
mãe, eu te amo.
–Até
amanhã Zoey.
Grita
Cyrus só para irritar a Zoey, que rosna baixinho para ele. Dexter e Angel
trocam um olhar de quem não entendeu nada. Eles nem imaginam a promessa que
Cyrus fez a Zoey de maneira tão intensa que até eu, simples expectadora fiquei
arrepiada. Olho para Ethan sentado no beliche, e ele apenas levanta uma das
sobrancelhas. Aquilo sim que era uma despedida com estilo. Mas prefiro isso, a
ele falando comigo. Zoey me puxa para dentro do elevador, e quando a porta se
fecha, ela sussurra:
–Não
conta o que Cyrus me prometeu para João ninguém!
–Esqueceu
que a mente de Gwen é compartilhada?
Pergunto
lembrando para ela esse detalhe. A Gwen não fazia por mal, mas tudo o que ela
ouvia ou pensava acabava sabendo repassado para a matilha, e poderia muito bem
chegar aos ouvidos de qualquer um que não deveria ficar sabendo. Ainda fico-me
perguntando como é que Lucy consegue esconder da matilha seu segredinho de
estado.
–Verdade!
Temos de falar com a Gwen.
–Já
deve está dormindo! E eu estou zonza de sono.
–Ok,
mas... Ah, Droga! Se ela tiver se transformado para ir para casa, será apenas
uma questão de tempo até chegar aos ouvidos dos meus pais. E por que eu quero
tanto esconder isso deles?
–Vai
que você se importa com o bem estar de Cyrus.
–Por
que eu ficaria?
–E
eu sei?
Pergunto
a Zoey. Belas confusões tínhamos arranjado.
–-
De
todas as coisas no mundo, dormir na casa de Zoey era a de longe a mais
complicada. Tínhamos que arrastar o colchão para o quarto dela na parte de cima
da casa. Isso sem contar é claro, que não tem uma escada na casa dos presais
primórdios. Eles amam saltar de um canto para o outro. Então a casa é
exatamente grande, sem escadas e ainda os andares parecem degraus. Temos que ficar
saltando de um parar o outro. É tão cansativo. Isso sem contar que uma vez, eu
tinha me esquecido desse mero detalhe e dei de cara com o chão. Não foi nada
agradável. Depois de colocar o colchão ao lado da cama de Zoey, fui tomar um
banho quente, vesti uma camisa de um dos irmãos dela, e cai na cama. A bancada
de Zoey é cheia de fotos antigas da família dela. Tem foto do tempo em que a
mãe de Zoey tinha quinze anos. Elas não são muito parecidas. Angel Blood era
lindamente humana. Isso sem contar é claro, que tinha a Caryn por perto. Tia
Caryn sempre foi a mais bonita das três. Pelo menos para mim que nunca vi a
terceira irmã. Parece que Alef recolheu todas as fotos de Bervely Blood, e as
guardou em um cofre. Ele é realmente apaixonado por ela. Pego o álbum de
fotografias da Zoey, por que se tem algo que ela tem, é uma família de beleza
sem igual. Folheando entre uma foto e outra vejo uma que realmente chama minha
atenção. Era de um casal sorridente, todo molhado e enlambuzado de chantilly. O
jovem sadic era tão familiar que o reconheci rapidamente. Era o Alef, quando
ainda era bem novinho. Ele tinha o que? Vinte anos. A garota beijando-o era
ainda mais. Mas eu não consigo lembrar-me de onde eu tinha visto-a. Ela tinha
cabelo castanho, olhos azuis, sardas e era bastante rubra. Atrás da fotografia
tinha duas assinaturas. Bervely Blood e Alef Garden, amor eterno enquanto
durar. Guardo a foto onde a encontrei. Deve ser por isso então que Alef é tão
bonzinho conosco. Ele teve com quem aprender a amar. E pelo jeito essa de
eterno enquanto durar iria durar. Aconchego-me no travesseiro que Zoey me
arranjou e em pouco tempo começo a dormi.
–-
Estou
em um belo jardim. Era cheio de luz e vida. As arvores eram verdes, e as flores
exalavam um perfume delicioso. Adentro ao jardim até chegar ao que parecia um
quiosque branco em estilo grego. No meio do quiosque, sentada em uma mesa
redonda de vidro, tinha uma dama da luz escrevendo algo. Como se ela souber-se
que eu estou aqui, ela levanta o olhar. Logo a reconheço. Bervely Blood. Ela
sorri para mim, e me convida a se aproximar com as mãos. Automaticamente, eu
chego mais perto. Bervely segura minha mão e em tom de conselho pede:
–Avise
ao Alef, que amanhã mesmo, ele recue toda a base para o nível dois.
–E
se ele não acreditar em mim?
–Ira
acreditar. E para você, Emma, aconselho a ter cuidado com quem confia, não
acredite em aparências. Confie em quem não confiaria e desconfie de quem confia
hoje. Isso será vital para sua sobrevivência a partir de agora.
Aconselha
Bervely. Alguns instantes depois, eu acordo.

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