Capitulo Quatorze - Zoey

Aspen aparece do nada em pura fúria, como se o mundo estivesse a ponto de acabar. Bem, pelo menos ele não vai ter que ser babá de ninguém. Quando ele chega perto, chutando pedras e a lataria do carro, eu fico em duvida: pergunto ou não pergunto. Parece que aconteceu algo sério mesmo. E algo me diz que tem a ver com minha prima recém encontrada. Afinal, ela é capaz de conseguir proezas quando o assunto é Aspen. Isso é desde que ela chegou aqui. Primeiro o fazendo ficar totalmente diferente, depois dando um choque naquele coração com problemas dele, e depois o fazendo ter um ataque de raiva. Bem, isso é a cara de uma boa Raven.

–Aspen...

–Que é?

Pergunta brutalmente o humano. Deve ter perdido a noção de perigo. Mas é o que os problemas que a paixão faz. Aspen encosta a cabeça na lataria o carro e tenta tomar ar. Maravilha! Um ataque de asma em um momento desses. Para mim o dia começou horrível com a Emma me derrubando da cama pouco tempo depois de eu começar a dormir. Segundo ela tinha que falar com meu tio Alef urgentemente. E foi. De pijama e com o cabelo bagunçado. Juro que Ethan dava umas olhadas suspeitas para a Emma, só de pijama baby doll preto e com os cabelos castanhos ondulados todo em uma mistura engraçada de cachos bem definidos e frizz. O Cyrus não ficava muito atrás. Quer dizer, eu estava com uma roupa bem comportada. Calça de moletom masculina do meu pai e uma camiseta branca, que deixava a alça do sutiã fatídico à mostra. Mas acho que Cyrus gravou minha imagem apenas de sutiã e calça jeans e ela não sai mais da cabeça dele. E eu tenho culpa se fui fazer uma boa ação? Eu não imaginava que ele ficaria bom tão rápido. Só espero que ninguém ache que eu estou dando mole para esse pervertido.

–O que foi que aconteceu aprendiz de presai?

Pergunto não deixando de ser irônica e que eu não gostei do tom de voz dele. Não é por que ele é humano que eu não vou deixar de quebrar a cara dele quando eu estiver irritada. E eu estou. Desde ontem. E eu nem preciso dizer de quem é a culpa, preciso? Acho que não. Aspen abre a boca para falar uma vez, depois fecha, respira fundo e desembucha:

–Seu tio enlouqueceu! Ele quase disse para a Arya que eu estou lou... Por que eu vou te contar isso mesmo? Você vai caçoar de mim.

–Eu tive a impressão de que você iria dizer louco e depois por ela.

–Impressão sua.

–Ah, Aspen, confessa! Você está apaixonado pela Arya. Você prefere que o nome do seu casal seja Arypen ou Asrya? Quer dizer, nenhuns dos dois combinam, mas é o que dá para arranjar. Isso sem contar que vocês dois ficam fofos juntos. Ainda mais um querendo matar o outro. É tanto amor que nem sabem com demonstrar.

–Eu não vou ter que citar certa promessa que certo detento fez para certa pessoa para você parar, não é Zoey?

–Do que você está falando?

Pergunto fingindo de desentendida. Como foi que essa informação foi parar nos ouvidos do Senhor Manda Chuva numero dois? Será que meus pais já sabem? Por que se sabem, eu vou está enrascada e lascada. Todo mundo vai começar a fazer perguntas sobre o que não existe e eu não tenho paciência para isso.

–De Zryus ou Coey? Não sei... Que tal Zoey e Cyrus, ou você prefere que o nome dele venha primeiro? Ou você pode me explicar essa historia. Sabe que você até combinam. Tipo, Romeu e Julieta. Amados de famílias diferentes. A propósito, você é Capuleto ou Montecchio?

–Vê se cala a boca, Aspen! Não está acontecendo nada comigo e aquele maldito. Diferente de você e Arya, afinal de contas, se você não quiser alguma coisa com ela não se importaria com nada que meu tio decretar-se.

–A Arya nem gosta de mim.

–Mas você gosta dela?

–Só um pouquinho.

Confessa ele, olhando para cima como e não acreditar-se que aquelas palavras tinham saído de sua boca, e ficando rubro como uma rosa. Mas um pouquinho ainda é alguma coisa. E eu não quero o Cyrus nem pintado de ouro.

–Acredito que você ainda tem chances de conquistar a Arya, é só você parar de ficar com essa carranca quando ela fica por perto. Seja mais paciente, afinal, esse é o seu maior dom. Ser paciente.

–Acho que fico afobado.

–Então respira fundo, ué!

–Fácil para você falar, não está apaix... Cativada com ninguém!

–Cativado e apaixonado dá na mesma!

–Eu vou ter que concordar com você!

Sorri Aspen quase relaxando. Pela minha visão periférica vejo nossos respectivos problemas vindos até nós. Cyrus bem algemado e escoltado por vários guardas e a Arya, a morena desnutrida que não fazia nenhum esforço para ser linda. Mas também, os cabelos ondulados e grossos da cor de penas de um corvo e olhos claros azuis gelo, não tinham para ninguém nessa região. Ela era bem parecida com a mãe, Aurora Raven, um gênio da arte de mirar e acertar. Segundo meus tios, a tal Aurora era assustadora quando segurava um arco ou uma arma de fogo. Segundo eles, ela também era boa em lutar e atirar ao mesmo tempo. Diferente da minha mãe, que é meio humana, e precisa de fôlego extra para lutar com um sadic. E do meu pai, que tem esse fôlego extra, mas é déficit de atenção, o que o faz um lutador sem igual, porém, incapaz de acertar um alvo sem grandes sofrimentos. Eu sou uma mistura louca. Como a tal Aurora. Na verdade, as maiorias das pessoas comparam minhas habilidades com as dela. Fazer parte da elite dos melhores é complicado. Tem sem noções que acham que pode nós desafiar por qualquer coisa.

–Bem, nossos respectivos problemas estão chegando.

Aviso com antecedência enquanto observo a Arya saltitando até nós, como quem conta pedrinhas. Parecia mais com alguém que recebeu uma bronca. Quando Arya avista Aspen, ela suspira pesadamente, e começa a caminhar até nós como se cada passo fosse um erro.

–Aspen.

Chama em tom baixo.

–Hâ?

–Posso falar com você? A sós?

–Você quer que eu saia, bonitinha?

Pergunto avistando Cyrus vindo de lá. A presença dele me deixa aparentemente nervosa. Aquela súbita vontade de fugi se mistura a vontade de ficar, em um sentimento de pura rebeldia ao que eu deveria realmente sentir. Quer dizer, eu realmente deveria está nervosa? Acho que não! Não há a menor necessidade. O que ele vai fazer contra mim? Droga! Não sei o porquê das minhas mãos está tremendo tanto. Ou por que o maldito formigamento do lado da minha boca onde ele beijou voltou.

–Zoey você está pálida.

Avisa Arya um pouco preocupado.

–Quer que eu chame ajuda?

–Não precisa Aspen, vai passar. E vai conversar com a Arya. Para ela te procurar quando não gosta de você deve ser grave.

–Ok, então!Vem Arya.

Concorda Aspen segurando a mão de Arya, que fica vermelha como um pimentão, e a puxa para outro canto.

–Gosto mais de você quando está corada!

Avisa Cyrus quando chega mais perto. Deram um belo banho nele e trocaram a cor do uniforme de cinza para roxo escuro. Ou seja, Cyrus conseguiu agradar alguém e vai poder ter uma hora de banho de sol por dia. Para os presos daqui de Onyx uma hora de banho de sol é um presente. Temos mais cuidado com nossos prisioneiros do que a maioria das Resistências espalhadas pelo mundo. Afinal, é mais fácil alguém ir para Master Great do que vim para Onyx. Isso sem contar que prisioneiros de fora não pode nós observar, se fugirem de volta para onde veio, qualquer mínima informação sobre nossa rotina pode ser fatal para muita gente.

–Você recebeu uma promoção?

Pergunto tentando entender por que um louco liberaria essa criatura para uma hora de banho de sol? Affs! Tem alguém de complô contra mim. Só pode ser. Cyrus sorri pela primeira vez desde que chegou até aqui. Na verdade parecia mais um meio sorriso, mas foi o suficiente para aquela covinha sedutora formar em sua bochecha. Isso deixou seu meio sorriso, meio torto. Ele até que ficou bonitinho. Quer dizer, uma rala, loira e um pouco falhada barba estava aparecendo, e o cabelo estava enorme. Maior do que o meu. Dava até para ver alguns cachos loiros cor de areia surgido aqui e ali. E o uniforme detento o deixava meio pálido. Quer dizer, eu sei o que é isso. Sou branca que nem neve nova. E meu cabelo também é branco. Não platinado, branco. Imagina se eu tivesse nascido com olhos azuis celeste. Aí teria ferrado tudo. Aqui neva no inverno e eu iria poder me camuflar na neve. Ou ser atropelada por uma multidão de apressados, que normalmente não enxergam ninguém. Mas, voltando para o assunto Cyrus... Ele era bonitinho... Quer dizer, ele era lindo. Ok! Confesso, ele é lindo. E eu estou tristemente impressionada que o lindo de Master Great esteja infelizmente interessado em mim. Logo em mim, que tenho um celibato voluntario. Eu não quero um homem. Homem serve para dá trabalho. E você tem que dá carinho, um pouco de amor e não pode se apegar muito, por que é um bicho imprevisível. Parece àqueles gatos que vai mais volta. Dessa lista exclui meu pai. Sempre foi fiel a minha mãe. E inclui o Alef. Tia Bev teve de fisgar ele de uma maneira espetacular, para que ele não largar mais dela. E deu certo por que até hoje ele não deu nenhum pega em ninguém aqui. Nem na Carmem que vive dando mole para ele.

–É assim que você chama os presidiários que passam de cinza para roxo? De promovidos?

–Não reclama! Poucos conseguem esse feito!

–Eu tenho que está lisonjeado?

–Não. Você ainda é prisioneiro aqui!

–Para onde nós vamos mesmo? Parece que estão evacuando!

Pergunta Cyrus enquanto coloco as algemas especiais nele. A minha mãe colocou permanentemente em mim para evitar motivações violentas da minha pessoa. Segundo ela é claro. Por que para mim, eu não sou nem um pouco violenta. Afinal, é a primeira coisa que nos ensina na escola de artes marciais. Não brigar. Fico segurando a mão de Cyrus sem perceber pensando se eu conto ou não para ele que minha amiguxa está tendo avisos vindos da desaparecida mais influente do mundo: Bervely. Fico olhando para ele com uma cara de total desentendida por eu resolvi que não vou contar para esse senhor, que me fez promessas sem noções sobre ser primeiro em tudo na minha vidinha quase perfeita, por que antes dele inventar de aparecer era perfeita, sobre assuntos não tão confidenciais assim.

–Ei! Zoey, eu ainda estou aqui.

Lembra Cyrus quando eu começo a viajar. Tenho déficit de atenção, então quando as coisas estão chatas eu normalmente começo a viajar na maionese olhando para a cara de alguém fixamente.

–Eu queria que você desaparecesse!

–Me solta que eu desapareço.

–Boa tentativa.

Elogio, o conduzindo para nosso carro forte. Lá vou eu ficar confinada com esse jovem barbudo novamente. Parece que eu gosto mesmo de brincar com o perigo. Mas é de família! Eu não tenho culpa nenhuma. Essa é a realidade que eu vivo. De perigos. Pode ser um monstro gigante que aparece do nada em algum canto por aí, ou um ataque vindo de Master Great. Ou até uma tentativa de assassinato.

–Um elogio. O primeiro que você me dá.

–Vê se cala a boca!

–Para receber uma frase de mal educado depois.

–É a vida!

–E uma desculpa esfarrapada.

–Você quer mesmo ter um dialogo comigo?

Pergunto irritada sentando em um dos bancos do carro forte. Mas será possível que esse menino não sabe fazer as perguntas básicas como: Qual é sua cor preferida? Ou do que você gosta? Qual é o seu livro favorito? Qual é seu horário preferido do dia? Que faculdade você faz? Como seus pais se conheceram? Gente! Isso é o básico! Se ele quer ser o primeiro em tudo em minha vida que ele comece sendo o que sabe mais de mim. Aí, talvez, quem sabe, eu me compadeça e dê uma única chancezinha para ele. Cyrus olha para o chão um pouco pensativo. Depois me olha, ainda com a cabeça um pouco baixa, e levanta uma das sobrancelhas loiras. Continuo a encarar ele com a cara mais enigmática que eu consigo fazer. Afinal, se ele quer confusão, ele terá.

–Você quer que eu comece com as perguntas básicas? Eu sei que sua cor preferida é preta, você é alérgica a pólen, não gosta de chocolate ao leite, prefere o amargo por ser menos calórico e ter menos gosto de gordura, seu horário preferido é a madrugada, por que é tristemente silencioso ,você quer ser uma guardiã, e seu livro favorito é indefinido. Você ouve Imagine Dragons nas horas vagas, e sua musica preferida é Battle Cry. E você tinha um celibato voluntario que eu imagino que vai desmoronar a algum momento.

Responde Cyrus, brincando com o cordão da camisa roxa. Agora minha grande duvida é como ele sabe de tudo isso? Merda! Eu não quero que ele fique sabendo de mim, e eu não saiba nada dessa criatura. Mas está mais fácil Cyrus saber até a cor do meu vestido preferido, que, diga-se de passagem, eu não tenho, e eu não saber nem o nome da mãe dele. Ele claramente é do tipo que retém de mais e libera pouco.

–E pela sua cara você se sente tristemente ofendida.

–Quem foi que te contou?

–Bem, eu tenho um amigo, que tem uma ligação comigo e criou uma com uma amiga sua. Sabe aquela moreninha. Parece que o Ethan gostou dela.

–Está falando da Emma?

–Pra você vê, né?!

–Ele sabe que pode acabar com a vida dela se tentar uma aproximação maior, não sabe?

–Tão bem quanto sabe onde a mãe dela está.

–A mãe de Emma a abandonou, quando ela tinha poucas semanas de vida.

–Nem tudo é o que parece, Zoey. Quer um exemplo perfeito? Você! De longe parece uma menina, com grande valentia, que não se desenvolveu ainda, e que não vai se desenvolver tão cedo. Mas se vê você mais de perto, descobre-se uma flor que não desabrochou ainda. Por isso eu prometi aquilo para você. Quero ser o primeiro acolher essa flor, e se for possível, roubar ela para mim.

Explica ele, me lembrando de um mero detalhe da minha vida. Eu não posso ser mãe! O que flor desabrochada e ser mãe têm a ver? Bem, digamos que a real maturidade feminina vem na menarca, quando começa a puberdade, e pode ser mãe. O problema é que eu não posso ter uma menarca, por que eu não tenho um útero, e isso faz com que os hormônios que preciso pra um desenvolvimento maior não apareçam. Ou seja? Sou uma garota de dezesseis anos com o corpo mais parecido com o de uma menina do que de uma mulher. Exceto é claro por algumas partes como pernas, cochas, bunda e abdome. E algumas curvas aqui e ali. Mas como é que ele tem esperanças de que eu vá me desenvolver realmente?É algum tipo de vidente por acaso?Acho que não!

–Se eu fosse você não ficava tão esperançoso.

–Por quê?Você nem sabe o que pode acontecer amanhã.

–Você acha que útero brota do nada?

–Você é sobrinha de Bervely Blood! Deveria dá mais valor a seu sangue. Sua família é de uma linhagem que já fez coisa mais que impressionante nesse mundo. Ou o Imperador não teria que pensar tanto para conseguir atingi-los.

–Por que vocês de Great Master são tão fanáticos por tia Bev?

Pergunto do nada tentando entender esse mistério. Parece que os Masters Greatianos tem algum tipo de fanatismo até perigoso por tia Bev. Pode ver. Se é para falar de alguém aqui, eles sempre falam de tia Bev ou do tio Alef. Isso não é normal. Aqui em Onyx, não falamos dos nossos inimigos com frequência. Exceto Aspen, mas é o trabalho dele saber cada passo de Hazazel. Então já acostumamos com isso.

–Bem, se não fosse pela Bev, não estaríamos em guerra ainda.

–Sabia que existem outros Blood?

–É claro que sei! Mas tudo isso começou com Bervely Blood.

–Não senhor! Tudo isso começou quando seu avô Drakon inventou de conquistar o mundo, e entrou em guerra com meu avô Ítalo. Foi aí que tudo começou!

–É, mas se não fosse pelo fato da Bervely ter se apaixonado pelo Alef, meu avô Drakon não teria morrido e meu tio não estaria tentando se vingar das formas mais complexas possíveis.

–Então isso começou com seu tio! Não com a minha tia.

–Vocês Blood são tão...

–Tão?

Pergunto já armando um soco. Ele que ofenda minha família para ver só! Não sou brincadeira. Mexeu com minha família, mexeu comigo. Cyrus me encara por algum tempo. Estudando-me. Acho que ele percebeu minha mão fechada em punho, e retrocedeu.

–Deixa para lá! Seu gosto por me bater já é bem grande para ter uma motivação a mais.

–Você que não tome muito cuidado com o que fala Cyrus, eu sei ignorar a dor como quem ignora uma pessoa. E se for para te bater, eu bato.

–Eu sei, Floarea Mea.

–E eu não sou sua flor.

–Ainda.

Completa Cyrus na maior cara de mármore, sorrindo de verdade dessa vez. Eu mereço. Não sei o que fiz, mas eu mereço isso. Deve ser praga da Carmem. Ou da Margaret com dois T, a ex do meu pai. Acho que pode ser mais dela. Não se conformou e rogou uma praga para cima dele. Sua filha mais nova vai ser assediada pelo filho do seu maior inimigo. Mas aí está algo que eu não vou dar para meu pai. Essa decepção de ser do Cyrus. Dexter é o meu pai, e imagina como ele ficaria se souber dessa promessa fatídica? No mínimo furioso. E ainda sobraria para mim. Pelo menos alguém profissional vai poder colocar o Cyrus no lugarzinho dele. Bem longe de mim. Apesar de que eu não tenho cara para contar uma coisa dessas para meus pais. É capaz de eles me trancarem dentro do quarto, assim como Cam fez com a Ellen quando tinha um lobo da matilha de Sem rodeando ela. Bem, acho que esse é um risco que eu não quero correr.

Depois de algum tempo a viajem de carro começa a ficar cada vez mais irritante, por que estávamos entrando em uma estrada de pedregulhos. A Base Dois, que gostamos de chamar de Army, é o lugar onde guardamos armas e mantimentos. Lá as regras são mais rígidas do que na Base Um, ou Onyx Fake. Nunca ficamos mais do que três dias na Base Dois. Coisas estranhas sempre acontecem por lá. Depois vamos para a Base Três. Ou Castle. Lá sim é um bom lugar para ficar até Bev dá sinal vermelho. Em Castle tem como o nome mesmo diz muitos castelos. Parece muito com uma vila feudal. Se não fosse é claro pelo fato que é toda de algum metal bem raro e precioso, que nem é atraído por imãs e quase indestrutível. Isso sem contar que lá tem aeronaves gigantescas de guerra. Aspen vai amar passar um tempo por lá. Ele é fanático por aeronaves. Ainda mais como as que têm lá. É tipo bem grandes e cobertas de espelho, para que quando voarem nenhum inimigo perceba sua aproximação. Depois da Base Três, vem a Base Quatro, Montains, é nada menos que uma grande cadeia montanhosa de picos gelados e florestas verdes de arvores altas. O rio Garden corta os belos jardins naturais que tem por lá. É um lugar paradisíaco e ao mesmo tempo muito perigoso. Quem se perde por aquelas florestas nunca mais é encontrado. E nas cavernas daquelas montanhas dorme Lizards. Eles são perigosíssimos. São animais gigantes, com asas e escamas bem grudadas uma na outra. Eles também escolhem seus cavalheiros ou amazona, mas isso é bem raro. A ultima vez que um Lizard escolheu seu cavalheiro foi a mais de cinqüenta anos. O sortudo que poderia controlar a fera mentalmente foi o mesmo sortudo que morreu numa briga há doze anos. Jason Raven, o meio tio da Arya. Digamos que ele não era filho do Lorde Dark, e foi cutucar o Alef em uma época que meu tio estava soltando fogo pelas ventas. A Aurora não gostou muito do que o Jason fez, e o mandou ir passear, para não ter que enterrá-lo. Só que o cara inventou de perturbar outro Lorde Dark e acabou morrendo. O Lizard, de nome Tigre, morreu com ele. A quem diga que Jason se tornou um valentão por causa do Lizard. Eles passam tanta confiança a seus cavalheiros que se eles não forem muito firmes sobre quem é podem até se tornarem egocêntricos. E se tem algo que nós sadics não temos paciência é com gente egocêntrica. Depois de Montais vem a ultima e mais importante Base. Melhor, cidade. Onyx. A verdadeira Onyx é tão grande e bonita que meus familiares resolveram protegê-la. É uma cidade ao mesmo tempo antiga e tecnológica. Muitos humanos moram lá. E é de lá que vem nossos mantimentos e armas. As crianças nascem em Onyx, e quando crescem, vão para a junto de nós. Então protegemos Onyx acima de tudo. Até por que, foi com ela que começou a Resistência. A primeira mansão da minha família está lá. E muito dos meus irmãos e primos também. Outros, como Bryan, meu irmão mais velho e Henry, o primogênito de Alef e Bev, estão em outros países, liderado outras Resistências pelo mundo. Bryan foi para Destiny City quando tinha dezoito anos, e ouvi dizer que ele casou com Jane Redmore ano passado. Agora eles estão tomando Destiny de volta. Se ocorrer de Bryan tomar Destiny antes da queda de Master Great é provável que ele nós ajude. Henry está mais próximo de nós. Ele mora em Build, e é provável que se case com uma das filhas do rei Charles, tal de Christal. O carro forte do nada para de repente, me arremessando para frente, exatamente na direção de Cyrus. É claro que se ele não tivesse lá, eu teria batido com a cara na parede. Cyrus, me segura pela cintura, enquanto somos arremessados de um lado para o outro. Eu vou bater nesse motorista barbeiro. Parece que não sabe dirigir. Quando o carro finalmente para, Cyrus está em cima de mim. Tão perto que chega a ser assustador.

–Você está bem?

Pergunta ele, com o cabelo todo em cima da cara. Eu não consigo dizer nada, por que uma parte do meu cérebro está congelada, e a que quer tomar posse não é exatamente a que quero que me governe. É tipo aquela parte que comete loucuras, e já me basta minha vida de confusão.

–Você pode sair de cima de mim?

Pergunto mal humorada. Cyrus percebe que eu não estou de brincadeira, e levanta sem dizer mais nada. Ele me faz aquela cara enigmática novamente. Tinha um pouco de indignação em seus olhos. Tento lembrar-me do que foi que eu fiz para ele mudar de humor tão rápido.

–De nada.

Alfineta Cyrus sentando, no chão. Fico muda por não saber o que fazer. Eu tinha sido mal educada? Ok. Talvez sim. Mas quem nesse mundo não é grossa de vez em quando? Ainda mais com alguém que aparentemente você não deve gostar.

–Só falta dizer que é sensível também.

–E se eu for? O que você tem a ver com isso?

–Ui! Quer me morder é criançinha?

–Vou te mostrar daqui a pouco quem é criança aqui.

Ameaça Cyrus em um tom tão sombrio que chega a me assustar. Uma sombra tinha se formado em seus olhos cinza. Onde foi que eu fui amarrar meu burro? Senhor! Daí me graças.

–Cyrus, o mundo está pouco se importando se você é sensível ou não. Então, faça-se um favor e não encha minha paciência, eu não tenho muita.

–Quando você diz o mundo, está se incluindo aí, Zoey?

–Está me chamando de insensível?

–Essas palavras não saíram da minha boca. Mas se a carapuça lhe serve, eu não posso fazer nada.

–Não é por que você sabe alguma coisa de mim que quer dizer que me conheça.

Retruco com raiva. Quem ele pensa que é para falar que eu sou insensível. E se eu for insensível não é da conta dele. É da minha, e apenas da minha conta. A propósito, eu nem sei mais o porquê eu ainda não ignorei completamente Cyrus. Ele é irritante, sensível de mais, metido ao sabido, é perigoso e ainda tem aquela aura de superioridade. Isso sem contar é claro, que ele meche comigo! Eu deveria era ter falado com meus pais sobre a tal promessa e teriam me dado um novo detento para vigiar. Mas não! Eu fui ser idiota de ter medo.

Cyrus levanta, e me encurrala entre ele e a parede. Droga! Droga! Droga! Prevejo uma cena já bem contada e conhecida. E nem tinha como fugir. Recuo enquanto ele se aproxima cada vez mais, até que minhas costas batem na parede fria do carro. Cyrus continua a se mover em minha direção. Tento dá um bale nele, mas, o Owl é mais rápido, e me segura pelos braços me colocando de novo contra a parede. Ele impede minha passagem para a fuga, me prendendo entre seus braços, e usando suas pernas para me imobiliza.

–Se eu não te conhecer-se, pequena e irritante flor de Dexter, eu não saberia que você age assim comigo e com qualquer sadic do sexo masculino para se proteger.

Retruca tão perto que posso sentir seu hálito quente sobre meu rosto. Abaixo os olhos por que minha mente não consegue arranjar nenhuma resposta lógica para o que ele disse. Seu cheiro me intoxica. Está me deixando tonta e acaba com minha capacidade de pensar. Era como se eu tivesse sido encurralada pelo próprio Eros, e não conseguir-se achar um único defeito físico que me fizer-se ter repulsa dele.

–Você, pequena, tem apenas medo de se apaixonar e depois sair magoada.

–Você não sabe o que diz.

–Ah, não! Eu sei bem. Não quer se entregar para ser rejeitada depois. Tem medo de se entregar, e isso a faz ser aparentemente grossa e insensível. E não acha que me engana com essa postura de super garota independente, ou de machona, por que se fosse mesmo, você já teria tentado me matar. Na verdade Zoey você é uma garota que aparenta indiferença para parecer determinada, quando bem lá no fundo é só uma garota com sérios problemas de auto-estima. Você se apaixonou por um tal de Jordan, e ao invés de jogar todas cartas para conquistá-lo, por que você tem muitas, mas nem sabe disso, você deixou a dama da luz Ingrid com o caminho livre, por puro medo de que ele te rejeitar-se. Passou o ultimo ano todo sofrendo, vendo seu aparentemente amado com uma garota aparentemente melhor do que você por medo. É assim que você é medrosa e insegura. E por isso você é assim comigo. Tem medo que se apaixone por mim, e meu lado filho de Derek te renega e magoe por não poder ser mãe. Sério, Zoey se valorize. Por que eu já faço isso.

Completa ele, dando um soco de leve na parede do meu lado e me liberando. Meu coração palpitava tão rápido que eu tive de sair para tomar um ar. Cyrus definitivamente era mais que perigoso. Era capaz de fazer coisas que eu não imaginaria ou descrever uma pessoa como nem ela mesma sabe que é. Vou ficar o mais longe possível dele, ou não vou sobreviver. Olho para a janela do carro forte, e tenho a impressão de que ele está me observando. Respiro fundo, e arrumo coragem para voltar para o carro forte. Isso até eu perceber que todos os carros estão parados. E eu tinha que trancar a porta do carro ou o Cyrus iria escapar. Faço isso logo após conferir que ele estava lá dentro, tranco a porta e vou para o inicio da fila pegar informações. O carro de Aspen estava com o capo aberto, e fumegava uma fumaça preta. Aspen estava escorado em uma arvore lendo algum livro sobre Biologia. O que Aspen faz lendo um livro de biologia, eu não faço idéia. Mas minha atenção é chamada por outra coisa. Um barulho do outro lado da margem. O rio começou a borbulhar como se tivesse em um grande caldeirão. Vapor começa a subir daquele ponto do rio. Recuo, sabendo que o que estava por vim não era bom. Na verdade, não era nem para está acontecendo. Olho para minha antiga casa. Uma enorme montanha, do qual ninguém nunca imaginaria que fosse totalmente oca e vejo algo vermelho, escuro e flamejante saindo de dentro dele. Isso apenas significava uma coisa: Grandes problemas.

Comentários

Postagens mais visitadas