Capitulo Quatorze – Caryn
Cam se transformou em pleno ar em um lobo. Um lobo gigante, com a pelugem preta e olhos azuis esverdeado. Minha boca abriu em exclamação. Achei que mais nada sobre esses Alto Humanos me chocaria, mas estou vendo meu namorado se enrolando e atacando um dos mutantes em forma de lobo.
Também não tenho muito mais tempo para o choque, por que o segundo Trouble, Derek, vinha na minha direção e da Beverly com um ódio no olhar que me fez ter arrepio na espinha. Esse moço jogou a Angel longe com um tapa. Seguro a Beverly e sinto uma corrente elétrica por todo o corpo. Dexter derrubou a Angel para impedi-la de vim. Alef pula na nossa frente com um ímpeto furioso e vai correndo em direção de Derek.
Seguro a Beverly ainda mais firme e vou a arrastando para longe dessa confusão de mutantes, lobos e um Alef furioso. Dexter sai de cima de Angel e a levanta do chão pelo braço. Ela não espera muito e corre em nossa direção.
A temperatura de Beverly aumentava a cada instante e meus braços estão ficando dormentes. Meu Deus! Espero que eu não encontre com algum mutante atrás de mim.
Alef estava tankando o segundo Trouble e mutantes que foram atraídos pela lutas deles. Não me preocupei com o Garden. Não tinha tempo para isso. Beverly não tinha dado sinais de acordar. Angel chega até mim. Dexter cuidava da sua retaguarda.
Minha irmã não diz nada e coloca um dos braços da Beverly ao redor de seus ombros. Seguro em suas costas e a levanto, apoiando até que a Angel a abrace, mantendo-a em pé. Meus braços doíam e ardiam.
-Ela está ardendo.
Resmunga Angel, enquanto sofre para segurar a Beverly. Levanto e coloco o outro braço em meus ombros, dividindo o peso. Olho para frente. Ainda tinha muitos mutantes na frente. Ai, ai... A porta parecia muito longe, apesar de perto. E meu braço doía o que deixava tudo pior.
-Vem, vem, vem.
Chama Dexter, dando um pulo gigantesco sobre nós e correndo em nossa frente. Os mutantes começam a serem empurrados para fora do nosso caminha com um movimento das mãos de Dexter. Olho para a Angel e ela me olha de volta. Então começamos a andar o mais rápido possível. A Beverly ficava cada vez mais pesada.
Não tenho tempo de olhar para trás, mas desconfio que mutantes estejam em nossa cola. Ouço Dexter assobiar. Sinto uma pressão atrás de mim. Olho para trás por alguns instantes. Alef estava flutuando no ar, bem atrás de nós. O Trouble, Derek, berra:
-Alef Garden!
-Sem tempo, bye! Cam volta!
Grita o Garden. Cam, com uma desenvoltura impressionante para um cachorro gigante, faz a volta e começa a correr em nossa direção. Os mutantes começam a vim até nós, como se tivessem finalmente nos percebido.
-Olha para frente Caryn!
Reclama minha irmã, chamando minha atenção para o alvo. Realmente seria péssimo se eu tropeçasse e caísse com a Beverly nos braços. Sinto tremores de terra e pela minha visão periférica uma barreira de fogo surge até o teto. Sinto outra descarga elétrica, um pouco mais intensa do que a anterior. A Beverly tinha veias douradas aparecendo nas têmporas e as veias do pulso também estavam brilhando. O que é que está acontecendo?
-Dê ela para mim.
Pede Alef atrás de nós. Paramos. Sinto outra corrente elétrica. Meu braço ficou dormente e perde a força. A Angel solta a Beverly com o susto. Minha irmã faz um caminho direto para o chão. Tento segura-la instintivamente, mas recebo outro choque e acabo não conseguindo.
Alef puxa a Beverly pelo vestido e em um movimento muito rápido, a escora com o peito, passa o braço por trás do seu joelho e a levanta como uma boneca de pano. A cabeça da Beverly pende para seu ombro. A camisa de Alef tinha buracos que aumentavam como tecido queimando. Ele sai a nossa frente e o seguimos. Um pedaço da camisa do Alef nas costa cai, revelando horríveis cicatrizes em forma de V. Parecia que a pele tinha sido rasgada, o que me fez encolher. Não parecia algo que pessoas normais sobreviveriam. Desconfio que Alto Humanos também não. Para a cicatriz ainda demonstrar os requintes de crueldade, não quero nem imaginar como foi a ferida. Seja lá como foi que ele as conseguiu, deve ter sido um dor insuportável.
-Ela não está te dando choques?
Pergunta Angel, desviando os olhos das costas de Alef. O Garden responde:
-Não incomoda.
Para quem sobreviveu a uma ferida que fez uma cicatriz tão feia e brutal, imagino que as descargas elétricas da Beverly não são tão grande coisa assim.
-Sei.
Diz Angel, tentando a todo custo não olhar para a cicatriz do Alef. Os tremores de terra aumentam e olha para trás. Cam estava muito próximo, caminhando lentamente atrás de nós. Ele me encara quando o olho, abaixando a cabeça o máximo que conseguia quando em pé. Era realmente grande. Do tamanho de um urso, a pata maior do que minha cara. Poderia ter atingindo a Angel fácil se ela tivesse chegado enquanto ele se transformava. Se ela sobrevivesse seria um milagre. Falando francamente, com esse tamanho, não sei como não me atingiu.
Os olhos de Cam, apesar de terem um formato lupino, ainda tinham uma furta-cor azul, verde. Se o tamanho não entregasse, só de ver os olhos de Cam ficaria claro que ele não é um lobo normal.
Andamos por toda a trilha em silencio. As arvores pareciam retorcer e se fechar o caminho atrás de nós. O céu estava de cinza escura e eu tenho a impressão de que estava amanhecendo.
-Onde nossa mãe está?
Pergunta Angel, quebrando o silencio.
-Está com Aaron e Bonnie. Ela está bem.
Responde Dexter, a ultima frase uma tentativa de nos consolar. Quase sinto a sobrancelha de Angel levantar quando ela pergunta:
-Como você sabe?
-Aaron e Bonnie são muito competentes, e mais experientes do que nós três. Se nós sobrevivemos, eles sobreviveram.
Responde Dexter, um pouco impaciente. A lógica dele faz sentindo, apesar de que a vida é cheia de reviravoltas. Com um suspiro pergunto:
-Aonde vamos agora?
-Espero que seja seguro.
Comenta Angel, não sei se de implicância ou o que, mas ela parecia extremamente irritada. Possivelmente por que não dormiu direito. Dexter nem se dá o trabalho de responder. Cam ainda estava como lobo, então Alef responde:
-Para a chácara de Cam.
-Por quê?
Questiona minha irmã, com um suspiro impaciente. Ouço um trovão ao longe, o que me faz encolher. Oxe! Vai chover? Olho para cima. O céu estava em um tom roxo. Espero que a chuva não caia agora. Alef responde:
-É até meu pai vir nos buscar.
-Onde seu pai está?
-Há alguns anos luzes de distancia.
-É uma piada?
Interroga Angel muito mal educada. Consigo imaginar sua sobrancelha levantando. Se for uma piada, é literalmente, um tempo ruim para isso. Alef, secamente, responde:
-Não.
-Uma hipérbole?
Questiono tentando entender. O tom de Alef foi tão sério e já aconteceu tanta coisa hoje que eu realmente espero que não estejamos falando de alienígenas ou algo do tipo. O Garden para meu desespero, também nega:
-Também não.
Obrigada por confirmar vida alienígena hoje, Alef. Obrigada! As surpresas de hoje não vão acabar, não? Alto humanos, Sadics, Presais, Bev com poderes, lobos gigantes, lobos gigantes que parecem ursos, o pai desaparecido é um fugitivo, um criminoso, sei lá e agora aliens. E eu estou falando com o filho de um! Que namorou minha irmã! A Angel nem tem mais energia para parecer surpresa quando pergunta:
-E como ele vai vim?
-Tem coisa que é melhor ver com os próprios olhos.
Responde Dexter com um tom recheado de algum sentimento não identificável. Já estou ansiosa para ser abduzida. Quero saber com o que eu vou descobrir que existe e eu achava que não existia. Aposto em unicórnios ou zumbis. Vou apostar em zumbis, por que o azar começa e não acaba mais.
Depois de andar um pouco, com os dentes doendo de tanto apertá-los de frio, ouço a Angel, como sempre, quebrar o silencio ao perguntar:
-Cadê a Eva?
-Essa faz o que quer e é melhor assim.
Responde Alef deixando alguma coisa implícita. Ele e a Eva meio que se dão bem, não dando. Tipo o Dexter e a Angel. Apesar de que o Dexter e a Angel eu desconfio que seja por que querem se pegar e não admitem?! Eles são muito parecidos, duas cabeças duram. Dexter deu aquela luz verde para a Angel, mas minha irmã precisa é de um manual, não de um sinal. Já o Alef e a Eva é mais uma amizade.
Olho para o Cam. Ele daria um ótimo casaco de pelo. Talvez um vestido. Esfrego as mãos invejando-o por ter tanto pelo. O lobo me encara de volta e seus olhos pareciam está incrédulos comigo. Pareço tão invejosa assim?!
-Estou com frio!
Afirmo, já me defendendo. Cam chega perto de mim o suficiente para que houvesse transferência de calor. Então eu passo o resto do caminho no aperto, mas quentinha, o que me deixou muito sonolenta.
Finalmente chegamos a estrada principal, e por algum acaso o destino, ou ironia, ou qualquer coisa, o ônibus está nos esperando. Eva estava com os pés para cima, comendo batatas fritas e jogando no celular. A porta do ônibus abre sem que ela nos olhasse e a Raven joga para fora do ônibus um conjunto de roupas. Cam rosna. Entramos no ônibus e o lobo fica para trás.
-E minha mãe?
Pergunta Angel assim que senta em um dos bancos. Dexter senta do lado dela. Alef coloca a Bev em outro e também senta o lado. Vou atrás de um banco perto da janela. Eva, enquanto limpa a mão, responde:
-Pegou uma rota alternativa, você a encontrará na chácara de Cam.
Fico olhando pela janela. Cam tinha sumido. Ao menos a forma peluda. O Cam homem estava em plena forma. Todo aquele físico de deus grego, o cabelo uma bagunça, enquanto amarrava o cordão da calça de moletom. Ai, ai, nem parece que vira um lobo gigante. Se minha irmã tem poderes, meu namorado pode ser um lobisomem, né? Desde que não devore pessoas na lua cheia, não tenho problemas.
Cam olha para mim. Ele tem algum sensor que faz saber quando estou olhando-o. Dou um aceninho para disfarçar que estava quase babando. Ele me devolve o aceno, a camisa ainda na mão. Depois vem caminhando para o ônibus enquanto veste a camisa. Depois que Cam entra, devidamente vestido, Eva deixa o jogo dela e liga o ônibus.
Cam senta o meu lado, ainda descalço. Ele emanava calor e parecia bem limpo para quem rolou na terra, também não tinha nenhum sangue aparente. Encostando-se à cadeira, Cam, olha para mim e pergunta com um não sorriso:
-Você já se cansou ficar surpresa?
-Acho que sim...
-Tem algum problema com isso?
Indaga apontando para si. Ele parecia despreocupado. Eu tenho um sentimento de que só parecia, em algum lugar, talvez no quão quietas suas mãos estava ou em como seu cenho estava levemente franzido, tinha uma rigidez a expectativa da minha resposta. Minhas sobrancelhas levantam. Eu já tinha colocado essa informação na caixinha de coisas importantes, mas fora do meu controle. Para Cam minha reação a essa “licantropia” era mais importante do que eu realmente achei que se seria. Faz sentindo, afinal é sobre o quem ele é. Encostando na cadeira, respondo:
-Não, a não ser que você devore pessoas na lua cheia ou algo assim.
-Não, continuo consciente.
-O que aconteceu com todo aquele sangue?
Questiono apontando para Cam. E quanto lenço umedecido ele precisaria para se limpar de todo aquele sangue? Deveria está uma bagunça. Cam coça o cabelo atrás da nuca e rir de nervoso ao responder:
-Parte evaporou, a outra eu limpei com uma toalha, mas você não quer me beijar antes eu tome um banho. E escove os dentes.
-Aha! Não quero mesmo.
Respondo rindo com ele. Cam tem covinhas em ambas as bochechas, o que deixa o sorriso dele torto. Depois de um tempo, só sobra o sorriso. Cheia de curiosidade, eu pergunto:
-Você vira um lobo por quê? Foi mordido? Amaldiçoado? Só vira um lobo?!
-Nasci assim e sim, só viro um lobo. Meu pai é um Fenrir, como nós nos chamamos, ele é um Alfa. Meus irmãos por parte de pai também são como eu, não é um gene recessivo para os machos, infelizmente. Todos meus irmãos homens viram lobos, as mulheres nenhuma.
-E a lua cheia?
-A puberdade é muito mais perigosa.
Responde Cam com um sorriso maroto e um olhar nostálgico. O adolescente Cam deve ter dado muito trabalho. Será que ele teve espinhas?Não consigo imaginar Cam com espinhas. É normal para adolescentes e jovens adultos. As minhas sumiram de um ano pra cá, só as tenho quando estou de TPM. A Bev nunca teve. Talvez Cam também seja como a Bev e nunca passou por essa prova de auto-estima extrema. Nada como uma espinha no meio a testa, parecendo um terceiro olho, para te fazer fugir do espelho o dia inteiro.
Enquanto eu divagava o Cam fechou os olhos e suspirou. Com um olhar cansado, ele me avisa:
-Estou exausto, vou tirar um cochilo.
-Ok!
Concordo dando de ombros. Vou fazer o que se o homem está cansado? Cam volta a fechar os olhos e então escora a cabeça. Na minha cabeça. Ai meu Deus! Imediatamente, no final das contas ele é pesado, eu reclamo:
-Você não disse nada sobre o cochilo ser em minha cabeça.
Cam me responde com um grunhido. Então eu esbravejo:
-É melhor não babar Cameron Garden!
A resposta novamente foi um grunhido. Eu realmente fiquei suportando Cam me usando de travesseiro até ele escorregar e acordar. Então meu ombro foi a vitima. Sorte é que não foi o braço dolorido. A respiração de Cam era quente em meu pescoço, mas logo me acostumei. Se eu tiver torcicolo vou ficar em seu pé até receber uma massagem. Pensando melhor, vou cobrar uma massagem, tendo ou não torcicolo, como remuneração.
Olho para a Beverly. Ela ainda estava desmaiada. O Alef a tocava quando o ônibus tinha solavancos muito fortes e ele a segurava para não cair. O que estava acontecendo com minha irmã? Ela sempre foi muito saudável, estranhamente saudável na verdade, e agora está assim. Espero que no sitio de Cam tenha alguém que possa ajudar.
Tirei vários cochilos durante a viagem e Eva distribuiu uns fast food durante a viagem. Meu ombro estava dormente e Cam só acordava quando parávamos. A Beverly não acordou ainda. Depois de horas de viagem, finalmente chegamos ao tal sitio.
A cerca viva se misturava as plantas e o portão é de madeira com algumas trepadeiras crescendo. Elas pareciam ter sido aparadas nas partes importantes para permitir a mobilidade do portão. O ônibus é parado o lado a estrada de terra. Cam acorda e se espreguiça.
-Você me deve uma massagem.
Aviso massageando minha nuca e olhando feio para ele. Se eu fosse a Angel ele já tinha levado um tapa há muito tempo. As sobrancelhas de Cam levantam e ele concorda com a cabeça.
Depois descemos do ônibus. O tempo era úmido e frio, e piorou por estamos caminhando em cima da grama molhada. Ao entrar pelo portão, somos recepcionados por gritos de diversão e fumaça com um cheiro de carne assada que fez meu estomago roncar. Uma enorme casa de campo pode ser vista ao longe, assim como um lago com patos e píer que teve o perímetro cercado, um parquinho de diversão, estufas e uma piscina enorme, também cercada, que estava sendo assolada com crianças pulando e descendo de tobogã. Um grupo de mulheres se dividia em vigiar as crianças e cuidar da comida.
-Cam, você tem uma creche particular?
Pergunta Angel, franzindo as sobrancelhas. A expressão do Garden foi tipo: fazer o que, né? As crianças possivelmente são os sobrinhos dele. E eram muitas, umas quinze, de todas as idades, incluindo pré-adolescentes. Estou quase acreditando que os cem irmãos de quem Cam falou sobre não são uma hipérbole, mas literalmente cem irmãos. As reuniões de família devem ser maciças e uma confusão, por que eu vi um ou outro adulto, e estou desconfiada de que são também sobrinhos dele. Dexter cruzando os braços e com a maior cara de orgulho, informa:
-Financeiramente ele não poderia bancar todos esses moleques, mas manter um lugar onde eles podem vir nas férias é outra historia.
Alef, como se tivesse criado Cam, orgulhosamente continua:
-E as hortas e pomares ajudam a complementar as feiras.
-Vocês estão fazendo propaganda, ou algo do tipo?
Questiona Angel olhando para os meninos. Eva atrás de nós, já sabia, portanto não se importou nem de entrar na conversa. Alef, carregando a Beverly, muito seriamente conclui:
-Meu irmão é um tesouro.
-Sinaliza que é publi!
Avisa Angel indignada. Olho para o Cam andando em nossa frente, de costas, as pontas das orelhas rosa como quem recebeu um beliscão. Ele é realmente mais próximo dos sobrinhos do que imaginei. Cam é tão... Fofo. É estranho pensar isso de um cara super alto e musculoso, mas aquelas orelhas vermelhas me fez sentir um comichão.
Ao entrarmos em casa Cam some, melhor, é sequestrado por um batalhão de crianças animadas. Ele não teve nem tempo de dizer não, seus sobrinhos o rodeou a tal ponto que se ele quisesse sair não conseguiria. Já o Alef passou como um raio pelas crianças que ameaçavam o rodear e subiu as escadas com um ímpeto impressionante para quem carregava uma pessoa. Dexter deve ter usado da aura de irmão muito mais velho inalcançável, pois as crianças apenas olhavam para ele com aqueles olhinhos brilhante, e o cumprimentaram timidamente quando ele disse olá. Angel, que não perde nenhuma oportunidade, comenta:
-Nem as crianças gostam de tu, Dexter.
-Sou muito mais velho do que eles, alguns inclusive, nasceram quando eu já tinha chegado à idade adulta.
Explica o Garden com uma paciência que não faço idéia de onde ele tirou.
-Você é um adulto?!
Pergunta Angel chocada com a boca aberta. A cara de Dexter é ainda mais surpresa do que a da Angel. Com um vinco entre as sobrancelhas negras levantadas, ele responde:
-Eu faço vinte e cinco esse ano.
-Você é sete anos mais velho do que eu...
-Não sei o porquê de tanta surpresa.
-Você não se comporta como um adulto!
Responde Angel exasperada.
-Eu não me comporto como um adulto?
Pergunta Dexter para mim, cada vez mais chocado. Realmente, pelo jeito que ele reage as provocações de Angel, Dexter não demonstra idade que tem. Por outro lado, as pessoas amadurecem em tempos diferentes dependendo de como foi sua vida. E eu tenho a sensação, assim, é só um sentimento, que talvez Dexter seja confiável, racional e maduro quando é necessário. E né, a Angel pode consumir a maturidade de qualquer um, é a fonte da juventude a menina.
Coçando o cabelo e disfarçando um sorriso, respondo:
-Não perto da Angel.
Dexter não me responde, apenas olha para a Angel de um jeito esquisito e volta a nos guiar para os quartos. A casa era toda aconchegante, o piso parecia resistente e as paredes tinham cores difíceis de uma criança sujar. Nossos quartos eram no andar de cima.
No quarto onde nos colocaram tinha dois beliches. Beverly já estava deitada na cama de baixo de uma e Eva toma posse a de cima. Alef tinha sumido. Depois de dividimos as posses das camas, recebemos roupas e tomamos banho, então finalmente, descansamos.

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